Agentes da PEL definem data de paralisação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de setembro de 2001
Maranúbia Barbosa 
Os agentes penitenciários que trabalham na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) realizaram assembléia ontem de manhã e decidiram entrar em greve no próximo dia 17, caso o governo não atenda as reivindicações da categoria. A greve é praticamente certa, mas eles esperam a adesão dos agentes das outras 10 unidades do Estado. Como os demais funcionários públicos estaduais que integram o Fórum Regional de Paralisação, os cerca de 50 agentes que participaram da reunião exigem 50,3% de reposição salarial, que não é repassada desde 1996. Em Londrina, cerca de 130 agentes atuam na segurança da PEL, que está com uma lotação de 370 presos.
Segundo o delegado regional do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (Sinssp), Gustavo Gonçalves, a greve vai afetar a segurança do presídio, que ficará vigiado por apenas 30% de agentes. Ele afirmou que ''há o risco de se perder a unidade para os presos''. Segundo Gonçalves, a categoria quer evitar a greve, mas antevê dificuldades, diante da posição do governo. ''Não há respeito pela data-base'', criticou.
No Paraná, informou o delegado regional, são cerca de 1.200 agentes. Com todos os benefícios, a média de salário, informou, é de R$ 900,00. Na aposentaria, disse ele, o agente não recebe mais do que R$ 600,00. De acordo com Ivoney Bomfin, vice-delegado do Sinssp, a principal reivindicação da classe é o reajuste salarial, mas ''o que vier na esteira é lucro''. Segundo Bomfin, na PEL não há alojamento para os agentes, que se acomodam na enfermaria. Eles trabalham 24 horas e descansam 48, explicou. O Paraná, afirmou Bomfin, é um dos últimos Estados a utilizar este tipo de escala de trabalho.


