As primeiras armas compradas pela administração para a Guarda Municipal de Londrina foram entregues ontem aos agentes durante cerimônia realizada no Tiro de Guerra. Na solenidade, 45 integrantes da corporação receberam o porte e o armamento e a partir de segunda-feira, 110 agentes estarão armados. A Polícia Federal deve emitir mais 120 portes de armas até o fim do ano.
Nem todos os agentes receberão armas institucionais. O município tem um efetivo de 356 agentes, mas conta com apenas 264 armas. Em função deste deficit, a Secretaria Municipal de Defesa Social vai permitir que os agentes usem armamento particular. "O porte de arma permite que ele utilize a sua arma particular durante e fora do horário de trabalho. Para isso, ele precisa de autorização da secretaria e a arma tem de ser compatível com o porte (pistola PT 360 ou revólver 38)", explicou o coronel Rubens Guimarães, secretário de Defesa Social. A pasta não tem previsão para aquisição de pistolas e revólveres para todo o efetivo.
Guimarães enfatizou que os agentes estão preparados para usar o armamento de forma consciente e que qualquer uso irregular pode resultar em responsabilidade administrativa, disciplinar e criminal. "Eles foram orientados que não devem sacar a arma a todo momento. Existe uma progressão do uso da força e a arma de fogo é o último recurso. Mas é importante o guarda municipal estar armado para poder agir em situação de flagrante da ação de bandidos", disse. "Os agentes estão preparados para atuar nas ruas e que a legislação brasileira que criou as guardas municipais prevê a guarda armada", declarou.

Agentes da Guarda Municipal recebem armamento
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O prefeito Alexandre Kireeff afirmou que vai substituir os postos com vigilância armada terceirizada pelos agentes municipais e que a economia com essa mudança vai permitir a contratação de mais 50 agentes. Segundo Kireeff, este período que a GM atuou apenas com armamento não letal foi "importante para a maturação e acúmulo de experiência da GM".
Os agentes passaram por treinamento de armamento e tiro de 160 horas, ministrado pela Polícia Militar. Cerca de 240 agentes já fizeram o treinamento e outros 120 terminam o curso no dia 23 de dezembro. De acordo com o coordenador do curso, 1º tenente Luiz Fernando, do 2º Comando Regional da PM, o curso seguiu a metodologia de preparação dos policiais militares, mas de forma condensada. Eles tiveram aulas teóricas sobre armamento e fase prática de tiro. Cada agente disparou 600 tiros, sendo 320 com revólver calibre 38 e 280 tiros com pistola PT 360. Luiz Fernando considera positiva a Guarda Municipal armada. "Para a PM isso vem a somar. É um ganho para a sociedade e para a segurança pública. É mais um profissional no combate ao crime", disse.
O porte de arma de fogo era uma reivindicação antiga dos agentes municipais. "É um passo importante para a GM. É uma conquista que vínhamos pleiteando há cinco anos", comemorou a agente Angélica Rezende de Melo. Segundo ela, o curso testou os limites psicológico e físico dos agentes.
Angélica também afirmou que, armada, vai se sentir mais segura para realizar o trabalho. "Os riscos agora serão minimizados. O marginal vai ter mais respeito pelo guarda municipal. Agora ele sabe que naquela guarita não estará um guardinha só com cassetete e sim um guarda armado", disse.
Ela contou que já passou por situações complicadas no enfrentamento de bandidos, principalmente nos distritos. Também lembrou de casos como a invasão de unidades de saúde por bandidos armados em que os guardas não puderam fazer nada por falta de armamento.

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