Agentes da Cope prendem falso policial
O vendedor de anúncios Marcelo Antônio Pires (foto), 25 anos, que trabalhava há seis meses para a Associação dos Datiloscopistas (peritos em digitais) e Identificadores do Paraná, pode pegar de quatro a 12 anos de prisão se for comprovada a acusação de que se fazia passar por policial civil e extorquia dinheiro de camelôs da Praça Tiradentes, centro de Curitiba. Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) procuram outro homem, acusado de ser comparsa de Pires nas extorsões.
A denúncia é dos irmãos Jonas Vieira de Souza e Daniel de Souza, que seriam duas vítimas e haviam deixado de trabalhar por temer as ameaças de Pires e do outro acusado ainda não identificado. Conforme o delegado Júlio Reis, Jonas de Souza reconheceu Pires e teria dito no depoimento que ele exigiu R$ 650,00 para não prendê-lo porque carregava maços de cigarros para revender.
Daniel de Souza também disse ter sido vítima de Pires e do cúmplice, que se fazia passar por policial federal. Segundo Souza, Pires o teria forçado a comprar cigarros e, embora tenha feito o pagamento adiantado, jamais recebeu o produto.
A prisão de Pires aconteceu na praça Tiradentes há uma semana, mas ele só foi apresentado ontem. Apesar de ter sido preso em flagrante, Pires negou o crime e disse conhecer os camelôs que o denunciaram. Eles seriam, segundo disse,contrabandistas de cigarro e o teriam acusado por alguma represália. disse.
O delegado do Cope, Júlio Reis, disse ter encontrado com Pires uma insíginia da Polícia Federal, uma de investigador da Polícia Civil e uma carteira preta com o brasão da República, também usada pela Polícia Civil. (J.A.)





