Os agentes de disclipina da Casa de Custódia de Londrina (CCL) devem perder o emprego em menos de seis meses. A demissão só depende da estrutura do governo para contratar os 1,3 mil aprovados no concurso público. ''Ainda não sabemos se poderemos assumir as penitenciárias, mas até lá vamos pensar em uma solução'', explicou o coordenador geral do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), coronel Justino Sampaio. Ele participou ontem de uma reunião no CCL com os agentes.
O contrato com o Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), responsável pela gestão do presídio, acabou em 2004, mas foi renovado até junho deste ano. Cerca de 600 pessoas poderão perder o emprego no Estado. ''Queremos ser contratados pela CLT, sem ter uma empresa intermediária'', disse o agente Jackson Franco da Cruz. O delegado do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Administradoras de Casas de Custódia e Penitenciárias, Gilberto Silva, acredita que o Estado renove os contratos por mais um ano.
Outras reivindicações são o reajuste salarial e o reconhecimento da profissão. Segundo Cruz, a falta de regulamentação possibilita que os salários sejam inferiores ao dos agentes penitenciários. ''Eles recebem cerca R$ 2,3 mil e nós apenas R$ 600,00.'' Ele acredita isso interfere na segurança dos agentes, que têm que andar de ônibus e morar em locais afastados. ''Aqui os detentos não estão cumprindo sentença e podem ser libertados a qualquer momento. O risco de cruzarmos com eles é muito grande'', declarou Cruz.
Também participaram da reunião representantes do Inap, das polícias Civil e Militar, do Conselho de Direitos Humanos (CDH) e do Sintepec. ''A minha participação foi para esclarecer sobre o andamento das investigações da morte do colega deles'', disse o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Márcio Amaro, se referindo ao assassinato, anteontem, de Claudinei Briviglieri.
Por causa do crime, os agentes pediram porte de arma para o coordenador do Depen. ''Como o novo estatuto do desarmamento somente a Polícia Federal pode autorizar o porte e eles estão estudando como farão isto para os agentes'', garantiu Sampaio. A CCL tem 82 agentes, responsáveis por 432 detentos.

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