Maringá – Um agente penitenciário foi preso nesta quarta-feira por vender telefones celulares e drogas para detentos da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). A operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desarticulou um esquema de corrupção para facilitação de fuga de presos de dois grupos criminosos que dominam o presídio.
Com mandados de busca e apreensão, os policiais prenderam o servidor na casa dele e apreenderam ainda celulares, porções de maconha e R$ 4 mil em dinheiro. O agente foi autuado também por tráfico de drogas.
"Ele alegou que era pressionado pelos presos para levar os objetos para dentro da PEM. Mas temos vários elementos na investigação que comprovam que ele recebia R$ 5 mil por aparelho. Toda a droga estava embalada de forma específica para ser jogada nas galerias e resgatada pelos presos", explicou o promotor Laércio Almeida, coordenador do Gaeco em Maringá. O agente penitenciário estava a dois de se aposentar. "Temos fotos dele em encontro com mulheres de presos recebendo dinheiro", acrescentou Almeida.
Homens do Pelotão de Choque da Polícia Militar realizaram uma vistoria no presídio e encontraram uma aparelho celular que, segundo o Gaeco, teria sido levado para dentro da carceragem pelo agente preso. Durante a manhã duas pessoas foram detidas ao tentar lançar, pelos muros da PEM, materiais como celulares, serras, brocas de furadeiras e outras ferramentas que seriam usadas para facilitar a fuga dos presos. "Um desses elementos saiu da PEM há uma semana e cumpria pena exatamente na galeria que era abastecida pelo agente penitenciário. As três prisões estão relacionadas", garantiu Almeida.
O agente penitenciário foi encaminhado para a Casa de Custódia Temporária (CCT) de Curitiba, onde outros servidores públicos cumprem pena. Os outros detidos foram levado para a própria PEM.
A operação contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), Departamento de Execução Penal (Depen) e Polícia Civil.

PIRAQUARA

Ainda na manhã de ontem, um agente penitenciário assinou um Termo Circunstanciado (Tecip) após esconder cinco celulares na jaqueta e tentar repassá-los aos presos da Penitenciária Estadual de Piraquara 1, na Região Metropolitana de Curitiba. A ação foi gravada pelas câmeras de segurança do local. Ele vai responder pelo crime de favorecimento pessoal.
A Sesp determinou abertura de procedimento administrativo junto à Corregedoria do Depen, que pode resultar na expulsão dos agentes penitenciários.

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