Agente do CDR é acusado de furto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de setembro de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Um agente penitenciário do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina foi afastado do trabalho por suspeita de furto dentro da unidade. A ação partiu da diretoria do CDR, que há meses desconfiava da atuação do funcionário público. Objetos que pertenciam ao presídio foram encontrados dentro da casa do agente na tarde de ontem, quando policiais estiveram no local.
De acordo com o diretor do CDR, major Raul Leão Vidal, o funcionário mora comoutros agentes, que desconfiavam da ação do companheiro. Segundo o major, dentro da unidade outros funcionários também vinham ''perdendo'' alguns objetos sempre no horário em que o agente estava de plantão. ''Já faz uns três meses que estamos desconfiados da ação dele por conta de alguns problemas internos, como o sumiço de celulares e pequenos objetos utilizados na unidade mesmo, como torradeira, liquidificador etc. Desde então estamos monitorando seu comportamento e hoje, quando estava trabalhando, com a autorização do outro agente que mora com ele, vasculhamos a casa'', disse. Segundo o diretor, foram encontrados objetos simples, como travessas e outros utensílios que são usados no dia-a-dia dos profissionais.
O agente trabalha no CDR desde a inauguração da unidade, em 2006. Preocupados com a possibilidade do agente estar envolvido com algum detento, a direção do presídio, que abriga 900 internos, encaminhou o caso para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na tarde de ontem, o agente esteve na sede do Gaeco prestando depoimento ao delegado Alan Flore, mas até o fechamento desta edição não havia terminado. Os objetos encontrados também foram levados para o local.
Segundo o diretor da unidade, além de um inquérito policial será aberto um procedimento administrativo que poderá resultar na expulsão do funcionário. ''Ele estava cumprindo o período de estágio probatório. Nos dois primeiros anos de profissão o agente não pode ter nenhuma conduta inadequada ao seu trabalho. Acreditamos que, nesse caso, ele possivelmente nem voltará mais'', comentou.


