O agente de disciplina Claudinei Briviglieri, 35 anos, foi morto na manhã de ontem, em frente da própria residência, no Residencial Quadra Norte (Zona Norte), quando retornava do serviço. Segundo a esposa da vítima, Isabel Cristina Briviglieri, ele vinha recebendo ameaças por telefone há duas semanas, mas não havia tomado providências por acreditar que se tratava de um trote. Briviglieri deixa três filhos pequenos. Os autores do crime chegaram até a ligar para Isabel confirmando o crime, momentos depois.
Vizinhos do agente penitenciário afirmaram ter ouvido entre dois e três disparos de arma de fogo, por volta das 7 horas. ''Achamos que fossem moleques brincando na rua e cheguei até a esbravejar'', contou um dos moradores da região, que não quis se identificar. ''Mas quando saí de casa para verificar, vi o Claudinei caído na calçada e outro vizinho ajudando'', lembrou. Isabel, que estava em casa na hora do crime, também ouviu os disparos. ''Estava acordada lavando louça, mas só percebi que eram em casa quando vi meu marido caído, com um vizinho que tentava ajudar'', contou.
Segundo o delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial de Londrina, Jayme José de Souza Filho, Briviglieri ainda estava de capacete quando foi atingido na cabeça. Os vizinhos acionaram o Siate, mas o agente não resistiu. ''No local encontramos duas cápsulas de balas calibre 380'', afirmou o delegado.
Briviglieri trabalhava como agente de disciplina da Casa de Custódia de Londrina há seis meses e, segundo os colegas de trabalho, era uma pessoa íntegra e tranquila. ''Ele tratava os presos com respeito, se dava bem com eles'', contou um dos agentes, que esteve no local do crime.
De acordo com Isabel, um homem estava ligando para a casa do agente há duas semanas para ameaçá-lo, mas somente há cerca de sete dias ela avisou o marido das ligações que estava recebendo. ''Não queria preocupá-lo por causa dos nossos filhos, mas quando contei, ele não acreditou. Disse que era um amigo fazendo piada. Também não faço idéia de quem poderia ser. Ele não me contava o que acontecia na prisão'', disse.
''Nas ligações, o homem afirmava que iria 'dar uns pipocos' no meu marido e, logo depois do crime, a mesma pessoa ligou, comentando: 'eu não falei que iria matar?'', contou Isabel. A polícia ainda não identificou suspeitos para o crime. O agente é a 9 vítima de homicídio em Londrina este ano.

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