Agências podem estar envolvidas em falsificação de documentos
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terça-feira, 10 de junho de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
As investigações sobre o agenciamento ilegal de pessoas para trabalho no exterior ganharam novo fôlego ontem. Uma testemunha-chave ouvida pelo delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Marcos Belinati, confirmou a prática de irregularidades em uma das agências investigadas e denunciou um esquema de falsificação de documentos para obtenção de vistos e passaportes. Até o momento, sete pessoas já foram arrolados no processo.
Franciele Consuelo Garib, ex-funcionária de uma agência, apresentou-se espontaneamente à polícia depois de perceber que estava sendo responsabilizada pelos donos da empresa, que forneceram à polícia um nome diferente e pistas falsas sobre seu paradeiro. ''Eu não devo nada, era funcionária há quase dois anos'', afirmou.
Franciele disse ao delegado que foi coagida pelo ex-patrão para sair de Londrina. No depoimento, a moça denunciou um esquema de falsificação de documentos para obtenção de vistos e passaportes. O visto norte-americano seria comercializado por US$ 2 mil e o passaporte italiano custaria US$ 5 mil.
Segundo o delegado, o depoimento trouxe à tona a falsificação de documentos, até então ignorada. ''Vamos investigar a fundo e encaminhar as informações à Polícia Federal (PF)'', comentou. Desde maio, a polícia está investigando dezenas de denúncias de parentes de pessoas que foram enganadas com falsas promessas de trabalho no exterior. A PF também está no caso e já indiciou uma agenciadora de Apucarana.


