A Polícia Civil de Maringá vai pedir a prisão preventiva dos diretores da Internacional Turismo e da Takahashi Turismo, acusados de aplicar golpes de agenciamento de empregos no exterior e estelionato na venda de passagens aéreas. Walter Yoshio Kohiyama, 27 anos, e Paulo Massakazu Sakata, 36, sócios da Internacional, foram indiciados por estelionato, aliciamento e formação de quadrilha. Os quatro sócios da Takahashi, Massaru Takahashi, a esposa dele, Aparecida Yaeko e os filhos do casal, Robinson e Harold, segundo a polícia, estão viajando sem previsão de retorno.
Segundo o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (SDP), Nilson Rodrigues, até ontem o golpe alcançava R$ 122 mil. Ele acredita que o valor total pode passar de R$ 200 mil. O golpe começou a ser investigado pela polícia a partir de denúncia da empresa Transtarso Representações Comerciais, de Curitiba. O delegado conta que a Transtarso repassava as passagens para a Internacional e a Takahashi, e recebeu mais de R$ 50 mil em cheques sem fundos como pagamento.
Outras 17 vítimas das duas empresas de Maringá também formularam queixa na delegacia. Segundo Rodrigues, são trabalhadores que pagavam R$ 2,4 mil (mulheres) e R$ 3 mil (homens) pela intermediação de empregos no Japão e países europeus para a Internacional. As passagens eram compradas da Takahashi, a valores de R$ 1 mil a R$ 2 mil, dependendo do país. As duas empresas estão instaladas no mesmo andar de um prédio no centro de Maringá.
Ontem, um dos sócios da Internacional, Paulo Massakazu Sakata, disse que os denunciantes ‘‘não caíram em golpe algum’’. Ele alega que o rompimento da Internacional com uma empresa espanhola que agenciava os empregos, dificultou a colocação dos trabalhadores. Sakata e o sócio dele, Walter Koiyama, não souberam explicar no entanto onde foi aplicado o dinheiro das viagens e da intermediação dos empregos.
No depoimento dos dois, o delegado conseguiu levantar também que Massaru Takahashi era o sócio majoritário da Internacional. A polícia deu prazo até a próxima semana para o restante dos acusados prestarem depoimento. ‘‘Caso contrário pedirei a prisão deles’’, disse o delegado. Advogados das vítimas estão requerendo à Justiça a indisponibilidade dos bens da família Takahashi. A polícia está acionando os consulados da Espanha, Portugal e Japão, países onde a Internacional atuava.

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