A Receita Estadual em Maringá inaugurou ontem nova agência de rendas, no próprio prédio do órgão. Mais arejado, sem o tradicional balcão, a agência ganhou mais espaço, permitindo a melhoria do atendimento ao contribuinte. De acordo com o delegado da Receita, José Abel Olivo, a mudança dará mais agilidade ao atendimento.
Segundo Olivo, as mudanças realizadas na agência de Maringá demonstram o interesse da Receita em estreitar o relacionamento com o contribuinte, fazendo com que os serviços prestados à comunidade tenham um retorno mais eficaz para o próprio município e Estado. A idéia, é acabar com a imagem de ‘‘bicho papão’’ da Receita.
Segundo Olivo, o trabalho de fiscalização é como uma espécie de regulador do mercado, eliminando os produtos falsificados e garantindo a continuidade no setor de empresas que cumprem o compromisso com o Estado, no recolhimento dos impostos.
Em Maringá, o principal problema é com produtos importados, principalmente no setor de pneus e Cds. ‘‘É natural este tipo de problema porque Maringá está na rota do entroncamento com o Mercosul’’, diz Olivo. Segundo ele, há empresas na cidade trabalhando com 99,2% de sonegação de impostos. Uma boa parte das empresas, segundo ele, sonega até 90%. ‘‘Na maioria dos casos não há justificativa. O ICMS por exemplo, a empresa sonega porque quer ter mais lucro, já que o imposto é gerado na venda da mercadoria, ou seja, a empresa está ficando com o imposto que foi recolhido’’.
Só no mês passado, conforme Olivo, o valor das autuações feitas pela Receita nas empresas sonegadoras foi de R$ 10,5 milhões. No mesmo período, a Receita arrecadou R$ 9,5 milhões. ‘‘Em Maringá, a sonegação é igual a arrecadação, infelizmente’’, diz. Nos últimos meses a fiscalização nas empresas foi intensificada. Além de combater a sonegação, Olivo afirma que os fiscais estão mantendo um controle das empresas para que, depois de regularizadas não voltem a sonegar.

mockup