Agência de câmbio é assaltada no centro
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 1998
Paulo Ubiratan 
Quatro homens armados com revólveres assaltaram por volta das 13h30 de ontem a empresa Doc Câmbio Turismo, localizada na avenida Higienópolis, 300, centro de Londrina. O proprietário, José Cotello, não soube precisar a quantia roubada. Somente o cofre - onde estavam cheques e uma pequena quantia em dinheiro - foi roubado. Na agência estavam o proprietário e três funcionárias, que entraram em pânico após a saída dos ladrões.
Segundo as testemunhas, primeiro entraram dois ladrões, que pediram para comprar duas passagens e dólares com cheques. Em seguida, disseram que era um assalto e, na sequência, entraram mais dois ladrões. Eu tenho experiência em assalto e facilitei tudo para eles. Não adianta reagir e comecei a entregar tudo que estava no cofre, contou Cotello. Em 1987, quando ele era gerente do Banestado em Londrina, a sua agência foi assaltada. Na ocasião, ele foi um dos que fizeram as tratativas para entregar o dinheiro aos ladrões.
O proprietário disse que, antes dos ladrões fugirem, ele e as funcionárias foram trancados no banheiro. Minutos depois Cotello arrebentou a porta do banheiro e acionou o alarme. Ele lamentou que de nada adiantou o circuito interno de TV que instalou no local, pois a fita de VT estava estragada - não dá para reconhecer os ladrões.
Os ladrões fugiram em um Gol branco que ficou estacionado quase em frente à empresa. Até o início da tarde de ontem a polícia investigava se o veículo não era o mesmo roubado na noite anterior de Hércules Henrique Bento.
Logo após o roubo eu liguei para o 190 da Polícia Militar. A pessoa que me atendeu foi muito detalhista, em vez de ser objetiva nas suas perguntas. Fiquei dando explicações desnecessárias, enquanto os ladrões fugiam, reclamou José Cotello. Ele questionou o critério das perguntas feitas pelo atendente do 190, que seriam para evitar trotes. Com a moderna tecnologia, é possível rastrear o número do telefone de quem praticou o trote e depois responsabilizá-lo. Não é concebível, na minha situação de vítima de assalto, responder sobre detalhes, inclusive descrever o tipo físico de cada um dos quatro ladrões. Pela lógica, a polícia tem que ser ágil e dinâmica, principalmente nestas ocasiões.


