Agajan nega auxílio e afirma que não seleciona pacientes
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 1997
Da Redação 
O superintendente da Autarquia Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, diz que não há condições do município arcar com uma parte da folha de pagamento do Hospital de Tamarana. Nós fazemos parte de um Sistema Único de Saúde e dentro dele não há clientela definida, responde. Nós temos que atender, normalmente, quantos pacientes vierem de outras cidades e até mesmo de outros estados.
Ele explica que o Governo Federal repassa para o Estado uma cota de Autorização Para Internação Hospitalar (AIH) proporcional ao número de habitantes. Os estados, por sua vez, repassam a cota dependendo da população de cada município. Se Tamarana acha que a cota deles é insuficiente, deve reivindicar um aumento junto ao Governo Estadual ou Federal.
Agajan lembra que Londrina atende pacientes de todo o Paraná e também de outros estados e que todos estes atendimentos estão incluídos na verba que vem para a Cidade. O SUS atende todo mundo, independente da origem. Eu não posso colocar um porteiro no hospital perguntando de onde é o paciente e impedindo o atendimento. Ele lembra ainda que 20% das pacientes atendidas pela Maternidade Municipal de Londrina são de outras cidades.
Conforme o superintendente, muitos pacientes de fora são encaminhados aos grandes hospitais de Londrina para internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e procedimentos complicados, como transplantes. O custo de uma diária de UTI equivale a centenas de consultas, compara. Eu sei das dificuldades que o novo município atravessa. Mas não podemos abrir um precedente gravíssimo no SUS.
(Luka Morais)


