Afonso Pena já tem novo equipamento
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Erika Wandembruck De Curitiba 
A Infraero aposta na instalação de um novo equipamento para minimizar os problemas de visibilidade no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O ILS-II (Instrument Landing System), que estará operando a partir de setembro, permitirá a realização do pouso da aeronave com visibilidade horizontal de 400 metros e vertical de 30 metros. No entanto, se a neblina estiver abaixo dos 30 metros de teto, a falta de visibilidade vai continuar comprometendo os vôos.
O custo de implantação do ILS-II é de aproximadamente US$ 6 milhões. Com este equipamento conseguiremos melhorar as condições de operacionalidade do Afonso Pena quando houver neblina. Contudo, um aeroporto nunca está pronto. Está em constante trabalho de modernização, justificou o superintendente da Infraero, José Roberto de Paula. Disse, que o novo instrumento já está no aeroporto. Só falta definirmos a empresa para fazer a instalação, informou.
O sistema ILS é um auxílio-rádio. O piloto se guia através de ondas emitidas por antenas instaladas na pista. Atualmente estão em funcionamento no Afonso Pena, o ILS-I e o ALS-3 (Approuch Landing System). Este último, que é um sistema por aproximação da aeronave através de luzes na pista, começou a operar há um ano, para melhorar as condições do ILS-I. Juntos, os dois instrumentos permitem que o avião pouse a uma visibilidade horizontal de 800 metros e vertical de 60 metros.
A diferença do ILS-II, é que neste instrumento está aclopado um rádio-altímetro que emite sinais de rádio-frequência em direção ao solo. Este aparelho indica ao piloto a altura em que a aeronave se encontra, o que melhora a decisão e possibilita o pouso com teto de 100 pés ou 30 metros. Além disso, são necessários mais componentes no solo, como marcador interno (que indica a menor distância para a cabeceira), luzes de eixo de pista e luzes de ponto de toque.
Só este ano a pista do aeroporto ficou fechada por 138 horas, em 31 dias, com 141 vôos cancelados ou adiados. No ano passado, o Afonso Pena ficou sem teto por 360 horas, em 80 dias.


