Uma força-tarefa deve entrar em ação no mês de agosto para resolver um problema antigo do Jardim Maringá, nas proximidades do Aterro do Igapó II, em Londrina: o assoreamento do Córrego Pequeno Mundo. O manancial é um dos afluentes do Lago Igapó e, devido à grande quantidade de lixo, mato e sedimentos em seu leito, tem transbordado com frequência em dias de chuva, inundando a Rua Joaquim de Mattos Barreto. A união de esforços para realizar a limpeza do local está sendo coordenada pelo vereador Tio Douglas (PTB) e deve envolver as secretarias municipais de Obras e Ambiente, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Sanepar, Tiro de Guerra e Associação dos Moradores do Jardim Maringá (Assomar).

"Esta semana a CMTU já iniciou os trabalhos do entorno do córrego. Na próxima segunda-feira (3) está agendada uma reunião com todos os envolvidos, às 10 horas, na Câmara, para definirmos os detalhes do mutirão", informou o vereador Tio Douglas. O parlamentar explicou que além de retirar a sujeira e mato do córrego, foi solicitada a limpeza dos bueiros, que exigem equipamentos específicos. "Também estamos encaminhando um pedido à Fundação de Esportes para que faça serviços de manutenção na quadra de areia, e outro pedido à Sanepar, para que conserte o bebedouro existente ali e instale mais dois destes equipamentos", completou.

Na última segunda-feira (27) o vereador visitou o local, acompanhado do presidente da Assomar, pastor José de Melo, e constatou as graves consequências do assoreamento e da falta de limpeza no córrego e arredores, que estão entre os principais espaços de lazer da população. "Hoje o córrego não tem mais que um metro de profundidade. Após a limpeza do leito e suas margens, vamos solicitar o conserto das pontes e serviços de manutenção na Academia ao Ar Livre, que têm sido alvo de vandalismo", observou Tio Douglas.

De acordo com o presidente da Assomar, muitos pedidos de limpeza naquele trecho do córrego, que são na verdade sua nascente, já foram feitos. "Este serviço é urgente. Há pelo menos três anos nada é feito. Desta vez estou confiante que vai acontecer", disse Melo. O presidente da Associação explicou que, com o grave assoreamento, o leito ficou praticamente na altura das bocas de lobo. Por isso, a qualquer chuva mais forte, o escoamento da água fica prejudicado. A cada alagamento, segundo o presidente da Assomar, agrava-se a situação dos bueiros entupidos e do asfalto, que não suporta a pressão da água.

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