Especial para a Folha
O ex-fotógrafo e cinegrafista Acioli José Favoreto, 43 anos, resolveu abandonar a profissão para ingressar num mercado talvez um pouco incerto: fabricar móveis de papelão. Ele faz de tudo: cadeiras, sofás, estantes, mesas, móveis infantis e revestimentos para parede e garante que os objetos têm boa resistência e durabilidade. ‘‘As cadeiras aguentam até 110 quilos e algumas têm três anos de duração’’, afirma Favoreto. Outra vantagem são os preços, mais do que convidativos.
A idéia surgiu da necessidade do hoje decorador, que na época fazia projetos de embalagens, e não tinha onde colocar o telefone, resolvendo fazer uma mesinha de papelão. Os amigos gostaram e Favoreto acabou fazendo dez variações da mesma mesinha. Atualmente ele se dedica exclusivamente à produção dos móveis em papelão.
Através do programa Empório Metropolitano, da Prefeitura de Curitiba, que divulga trabalhos de profissionais de todos os ramos, o artista conseguiu um espaço numa das mais frequentadas áreas de lazer da capital. ‘‘Em um mês já recebi várias encomendas’’, comemora Favoreto.
Os móveis são atraentes pelo preço, já que são confeccionados com papelão, um material barato. Segundo o criador, uma cadeira comum feita em papelão custa em média R$ 25,00, um sofá para três pessoas não sai por mais do que R$ 100,00. Apesar de acessíveis, os móveis estão sendo mais procurados por pessoas de bom poder aquisitivo. ‘‘Talvez esteja surgindo uma nova alternativa em decoração, principalmente porque os móveis são bonitos’’, diz o fabricante. Ele garante que qualquer móvel que venha a sofrer estragos será substituído ‘‘sem qualquer custo’’.

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