Afastados policiais acusados de extorsão
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sexta-feira, 04 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Quatro patrulheiros da 3ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) foram afastados em virtude de denúncia de extorsão praticada contra um vendedor de jóias. O fato ocorreu no dia 22 de abril, na PR-153, próximo ao posto da PRE de Quatro Pontes (85 km a oeste de Cascavel), quando os soldados Valmir Rosa dos Santos, Laudelino Mastrângelo, Alexandre Ascêncio Dias e Carlos Alberto Costa abordaram uma Saveiro que saiu de Cuiabá com destino a Cascavel.
O motorista, que tem seu nome mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações, portava várias jóias em ouro (887,4 gramas), sem nota fiscal que comprovasse a procedência. De acordo com o motorista, os produtos estavam avaliados em cerca de R$ 15 mil. Segundo o comandante da 3ª Companhia, capitão Antônio Roberto Padilha, o procedimento correto seria entregar o produto à Receita Federal e aplicar a multa devida ao condutor da Saveiro.
Entretanto, segundo Padilha, os quatro patrulheiros fizeram com que o motorista retornasse até o posto de Quatro Pontes e exigiram R$ 10 mil para liberá-lo. O condutor da Saveiro, empregado de um joalheiro do Mato Grosso, não tinha o valor pedido pelos policiais. O rapaz nos disse que os patrulheiros ficaram com a mercadoria, fizeram várias ameaças e o liberaram, afirmou o comandante.
No dia seguinte, o motorista procurou o comando da PRE para relatar os fatos. Enquanto isso, o proprietário das jóias telefonou, de Cuiabá, exigindo providências. Imediatamente determinamos o recolhimento dos policiais. Como não houve flagrante, eles não estão detidos, mas afastados dos serviços externos, explicou Padilha.
O capitão confirmou que já foi instaurado um inquérito policial militar, que tem 40 dias para preparar um parecer sobre o assunto. Os quatro patrulheiros já foram ouvidos pelo comandante, mas todos negaram as acusações e a posse das jóias. Conforme Padilha, se forem comprovadas as acusações os policiais responderão pelo crime de extorsão, abuso de autoridade, peculato e constrangimento ilegal. Dependendo do que for apurado, os quatro patrulheiros poderão ser exonerados da Polícia Militar.


