Aeroporto volta a fechar com o mau tempo
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quarta-feira, 29 de junho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Nem a goleada que o Brasil aplicou na Argentina na tarde de ontem serviu de alento para os passageiros que foram obrigados a permanecer no chão com o fechamento do Aeroporto de Londrina por causa do mau tempo. Quem estava no saguão esperando pela reabertura aproveitou para acompanhar a partida mas não deixou de reclamar dos transtornos provocados pela falta de equipamentos mais modernos que permitam a permanência das atividades mesmo em condições climáticas ruins.
Segundo a Infraero, entre as 3h30 até 18 horas de ontem, os pousos e decolagens foram interrompidos por duas vezes. O Aeroporto ficou fechado por quase 10 horas neste período. O primeiro fechamento aconteceu às 3h30 e a pista só foi liberada por volta das 9 horas, com operação por instrumentos. Às 10h09, passou a operar no visual, às 11h45 voltou a precisar dos instrumentos até ser fechado novamente às 15h13. Até as 18 horas, os pousos e decolagens continuavam suspensos.
Pela manhã, dois vôos foram cancelados: um avião cargeiro e uma aeronave da Gol que vinha de Campo Grande (MS) com destino a São Paulo também não conseguiram cumprir a escala na cidade. À tarde, um vôo da TAM com lotação de mais de 50 passageiros que também vinha de Campo Grande e seguiria para São Paulo precisou ser cancelado. Estes passageiros só seguiriam para a capital paulista às 6h10 de hoje. À noite, caso o Aeroporto permanecesse fechado, outros 200 passageiros poderiam não conseguir viajar.
''Isso causa um prejuízo e transtorno muito grandes'', criticou o gerente comercial Fábio Silveira, enquanto assistia a partida entre as seleções de futebol brasileira e argentina. Ele precisava chegar ontem a Porto Alegre (RS) e permaneceu no Aeroporto na tentativa de obter uma vaga em um vôo para Curitiba e, de lá, chegar ao seu destino.
A supervisora de vendas Rosane Jabs, iria viajar para Curitiba no início da noite e antecipou a chegada ao Aeroporto em mais de uma hora para tentar garantir sua poltrona. Ela usa o Aeroporto local uma vez por mês e já teve transtornos por causa das constantes interrupções de pousos e decolagens. ''No início do ano, tive que descer em Maringá e vir de ônibus. Desci por volta de meio-dia e só consegui chegar em Londrina às 17 horas'', afirmou. ''Amanhã (hoje), meu computador vai estar explodindo de coisas para fazer'', concluiu.


