Moradores das ruas próximas ao antigo aeroporto de Maringá, desativado em julho passado, estão preocupados com o destino da área. O que mais interessa agora não é se o terreno, com cerca de 20 alqueires, será doado ao município ou se fica com a Companhia Melhoramentos, mas sim quando isso vai acontecer. Desde que os aviões pararam de operar ali, o local está com aspecto de abandono durante a semana e de festa aos sábados e domingos.
A polícia não tem uma estatística precisa, mas basta conversar com moradores dos bairros da região para sentir que a segurança não é a mesma. Sem a vigilância, por menor que fosse antes da desativação, a enorme área desocupada virou campo fácil para arrombadores se esconderem ou fugirem. A área, que já começa a ficar tomada pelo mato, também serve para esconder objetos tirados das casas próximas.
A escuridão na área é total, o que incentiva ainda mais a presença de desocupados para todo tipo de delito. Moradores da vizinhança começam agora a ter problemas também nos finais de semana. Primeiro foram os corredores de kart, que improvisaram uma pista no local. Depois vieram os praticantes de aeromodelismo, que ''tomaram'' conta do espaço.
No último domingo, moradores de um trecho da Rua Umuarama e das chácaras na Rua José Alves Nendo tiveram que suportar o os aviãozinhos com controle remoto. Durante boa parte da tarde pelo menos três desses protótipos - que fazem fazem quase tanto barulho quanto os verdadeiros - permaneceram no ar. Assistir televisão, só com o volume acima do normal. Bater um papo no quintal, só aguentando o zumbido dos brinquedinhos nos ouvidos.
Enquanto a prefeitura e a companhia não decidiem para quem fica a área, os usuários deveriam, no mínimo, respeitar os vizinhos. Correr de kart, pilotar aviões de controle remoto ou mesmo promover corridas de carros usando a parte da pista que fica longe das casas. Dos mais de 1.500 metros de pista, pelo menos um quilômetro está afastado de residências. O espaço é suficiente para todo tipo de acrobacias.

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