Num prazo de dois anos, o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, passará a contar com um novo equipamento de gerenciamento e controle do tráfego aéreo. É o Asmacs, sistema que possui uma das mais recentes tecnologias do setor, e que já opera nos terminais de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro. A partir da semana que vem, o Aeroporto de Brasília também contará com o equipamento.
A previsão de instalação do sistema no Afonso Pena segue um cronograma estipulado pelo Ministério da Aeronáutica, segundo Aldo Voigt, consultor de tecnologia na atividade de tráfego aéreo da Atech (Fundação Aplicações e Tecnologias Críticas), empresa contratada pelo ministério para desenvolver e implantar o Asmacs. Até domingo, os paranaenses poderão conhecer o equipamento na exposição que reúne, no aeroporto, materiais antigos e modernos usados na proteção ao vôo. O evento é organizado pelo Cindacta II.
A instalação do Asmacs garantirá maior segurança aos vôos. Segundo Voigt, o sistema possui tecnologia avançada que atende os padrões estabelecidos pela Organização de Aviação Internacional, que dita os parâmetros para todos os serviços de proteção ao vôo no mundo.
Com o Asmacs, informações do controle de tráfego aéreo - que se baseia no recebimento de dados de radares -, são visualizadas em monitores coloridos onde fica representado o sistema áereo. Esses dados são traduzidos em vídeo-mapas, com dados como o relevo do terreno, linha da costa, pista de pouso. Através de sinais emitidos pelas aeronaves, os controladores têm condições ainda de saber qual o avião que está se aproximando, a altitude em que se encontra e sua velocidade, dados que auxiliam no apoio ao pouso.

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