Engenheiros e técnicos do Grupamento Especial de Inspeção e Vôo (Geiv) da Força Aérea Brasileira (FAB) estiveram, na manhã de ontem, vistoriando o equipamento VOR do Aeroporto de Londrina, que está com problemas e desativado há mais de dois meses. O equipamento - essencial no auxílio às decolagens das aeronavas em dias fechados - foi reprovado pela aferição do Geiv e, definitivamente, não tem mais condições de uso.
‘‘Já enviei o relatório da vistoria à Superintendência Regional de Porto Alegre, indicando que o único caminho que nos resta é a aquisição de um novo aparelho VOR’’, comentou ontem o superintendente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) em Londrina, Lourival Inácio Briana. ‘‘Inclusive, o aconselhável é que seja comprado o VOR Dobler, mais moderno e mais eficaz do que este antigo que estamos tirando de funcionamento.’’
Briana não sabe precisar o preço de um novo VOR, equipamento que auxilia a decolagem dos aviões em dias de chuva e nevoeiro, quando o teto está abaixo de 500 pés, que são cerca de 150 metros de altura. O VOR que operava no aeroporto da cidade é um equipamento antigo, que já não conseguia emitir as frequências unidirecionais com precisão suficiente para orientar o piloto no momento de levantar vôo.
Só neste mês, cerca de 30 vôos foram cancelados em consequência da falta do VOR. ‘‘As aeronaves até podem pousar com auxílio de um outro equipamento disponível em nosso aeroporto, o NDB. O problema é que, depois, elas não conseguem decolar’’, afirmou Briana. Segundo ele, apesar de toda a manutenção que vinha sendo dispensada ao VOR não foi possível mantê-lo em uso, até porque o aparelho já estava sofrendo muitas interferências de obstáculos externos ao aeroporto. ‘‘A falta deste aparelho acarreta muitos prejuízos econômicos às companhias aéreas e aos usuários, que acabam deixando de viajar. Porque, sem ele, quando não há insegurança causada pelo mau tempo, a decolagem não pode e não é autorizada pela Infraero.’’

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