O Aeroporto Municipal Francisco Lacerda Júnior de Cornélio Procópio está sendo totalmente reformado e cercado, conforme pedido do Departamento de Aviação Civil (DAC). Fundado na década de 60, o aeroporto teve participação no desenvolvimento da cafeicultura na região. Também já teve vôos de linhas regulares.
‘‘É um espaço que prezamos com orgulho e mantemos conservado como um cartão de visita do município’’, disse o presidente da Autarquia Municipal de Serviço e Produção (Amusep) de Cornélio Procópio, João Batista dos Santos. Segundo ele, 30 aeronaves por mês, em média, utilizam o aeroporto. ‘‘Sem contar os aviões utilizados na pulverização agrícola’’.
Para Santos, o número é pequeno para a estrutura apresentada. A pista do aeroporto tem 1,4 mil metros, são seis hangares e um aeroclube. ‘‘Se levarmos em consideração que Cornélio é pólo da sexta microrregião, abrange uma área de 230 mil habitantes num raio de 90 quilômetros distante de outros aeroportos, a utilização ainda é baixa’’, estimou.
Foi por baixa demanda que a empresa aérea Tam deixou de operar no local, em 1985. ‘‘Fazia vôos diretos para Curitiba e São Paulo, mas a procura era pouca’’, explicou Santos. Hoje, segundo ele, a preocupação da prefeitura é manter a segurança da área. ‘‘Faz 20 anos que o DAC está recomendando maior segurança e só agora o problema está sendo resolvido’’, contou.
No caso do Aeroporto Lacerda Júnior, o terreno não é cercado, comprometendo a segurança. Os usuários entravam com carros na pista, prejudicando o asfalto. A pintura de demarcações na pista também estava apagada. ‘‘São cuidados operacionais. Estamos implantando 500 postes para sustentar 2,5 mil metros de alambrados, portões de emergência e acesso aos hangares por trás da pista’’, explicou o presidente da Amusep.
A prefeitura tem convênio para administrar o aeroporto até 2007. Para o prefeito José Antônio Otoni da Fonseca (PMDB), manter o aeroporto ativo é essencial para garantir o desenvolvimento da região. ‘‘Esta é a porta aberta da nossa cidade para o desenvolvimento’’, disse. Segundo o prefeito, praticamente todos os governadores de Estado da década de 60 para cá desceram no aeroporto.
Quem presencia diariamente a movimentação no local é o funcionário José Deolindo dos Santos, 54 anos. ‘‘Antigamente o café era a fonte de riqueza então a gente via fazendeiros, autoridades e madames descerem aqui’’, lembrou. ‘‘Olha passageiro eu já vi muito aqui, mas contrabando não’’, brincou.

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