Aeroporto pode ter vôos internacionais
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domingo, 23 de novembro de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
Arquivo FolhaIndicadoSaguão do aeroporto de Londrina: chefe de operações da Infraero, Luiz Miyada, diz que o terminal tem maior chance de internacionalização pela capacidade operacional e importância no Mercosul Os aeroportos de Londrina, Maringá e Ponta Grossa poderão operar com vôos internacionais no ano que vem. A internacionalização desses aeroportos está sendo discutida no Ministério da Aeronáutica, que já pediu parecer técnico para o Departamento de Aviação Civil (DAC). De acordo com chefe de operações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Luiz Miyada - que participou nesta semana do 2º Conaero em Foz do Iguaçu - os vôos farão parte das linhas sub-regionais que atendem cidades do interior dos países do Mercosul.
Segundo Miyada, a internacionalização dos três aeroportos paranaenses ainda depende de pareceres de outros quatro ministérios. O Ministério da Fazenda terá que avaliar a possibilidade de alfandegar as áreas. O Ministério da Justiça terá que implantar controle de migração e policiamento federal. A internacionalização ainda exige pareceres dos ministérios da Agricultura, que vai fazer o controle de pragas, e da Saúde, que faz a vigilância sanitária dos aeroportos.
Dos três aeroportos que reivindicam a internacionalização, o de Londrina é o único que está em uma lista de 44 aeroportos brasileiros indicados pela Infraero para operar vôos para o exterior. Para o chefe de operações da Infraero, o Aeroporto de Londrina tem maiores chances na internacionalização devido a sua importância no Mercosul e pela capacidade operacional do local. O Aeroporto de Londrina não precisará de muitas mudanças, adianta Miyada.
Ele lembra que os aeroportos de Maringá e Ponta Grossa não fazem parte da lista protocolada no Ministério da Aeronáutica, porque não são administrados pela Infraero. E o maior problema desses dois terminais não é a infra-estrutura. O que pode emperrar a internacionalização dos dois aeroportos é a demanda de passageiros e de cargas. Precisa haver interesse de companhias aéreas em operar nas duas cidades, e isso não depende do governo.
Segundo ele, o governo não trabalha com prazos para a internacionalização desses aeroportos. Vai depender do interesse das companhias aéreas. Ele informa que houve mudanças na política de concessão para operação de vôos internacionais. Antes, segundo ele, o governo internacionalizava as áreas e depois autorizava as companhias aéreas a operar. Agora, o sistema é inverso. As transportadoras mostram interesse e o governo internacionaliza, explica o chefe de operações da Infraero.
Interiorização Inicialmente, os aeroportos de Londrina, Maringá e Ponta Grossa devem operar apenas com linhas sub-regionais, apesar de abrir precedentes para vôos de longa distância. As linhas sub-regionais, previstas no Acordo de Fortaleza, assinado entre os três parceiros do Mercosul mais o Chile e Bolívia, ligam cidades médias dos países onde há interesses comuns.
De acordo com o tratado, a aviação sub-regional vai permitir maior número de rotas e frequências, além de reduzir custos das tarifas. O tempo de vôo também será reduzido com o fim de escalas. A diferença entre o sistema sub-regional e o sistema convencional é que a legislação é mais flexível. Isso permite que empresas menores operem com custo mais baixo e em mercados que não interessam às grandes empresas.


