Aeroporto
limita altura
de prédios
O projeto de lei que está tramitando na Câmara Municipal prevê que nos terrenos em frente à BR-116 poderão ser construídos prédios comerciais ou domiciliares com até 12 andares. Nas zonas de transição, próximas à rodovia, as construções poderão ter até seis andares, pela nova proposta. A professora Yara Vicentini diz que esse incentivo vai agregar lotes para construção dos prédios e isso poderá expulsar as famílias que vivem na região.
Pelo menos em dois quilômetros do trecho urbano da BR-116 não haverá risco de verticalização. Nas proximidades do Jockey Club, no bairro Tarumã, há restrições do Ministério da Aeronáutica para edificações. Aquela área faz parte do ‘‘cone’’ de aproximação de aeronaves para pousos e decolagens no aeroporto Bacacheri. Em alguns pontos da BR-116 as construções não podem ter mais de 15 metros de altura, o que representa cinco andares. ‘‘Vamos respeitar as determinações da aeronáutica aproveitando para estabelecer o Alto Tarumã como setor especial da Vila Olímpica, onde serão incentivadas atividades ligadas ao esporte’’, explica o presidente do Ippuc, Luis Hayakawa.
Além da Vila Olímpica, outros setores especiais no trecho da BR-116 estão sendo criadas pela nova legislação. ‘‘Temos o setor da Autolândia e da Tecnopar, onde se encontram os campus universitários, que manterão suas características atuais’’, garante Hayakawa.
Excetuando os setores especiais, a legislação para o restante da área de adensamento da rodovia será flexível. ‘‘Temos que dar condições para as potencialidades da região, por isso as leis não podem engessar o desenvolvimento.’’

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