Aeroporto ficou fechado à tarde
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segunda-feira, 18 de outubro de 2004
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A chuva que não deu trégua ontem à tarde causou transtornos também para quem iria chegar ou sair de Londrina por via aérea. O aeroporto permaneceu fechado durante toda a tarde, provocando o cancelamento de três vôos até às 19 horas. De acordo com a Coordenação de Operações e Segurança da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto foi fechado às 12h57 para vôos por instrumento e totalmente às 13h27.
Para poucos minutos depois, às 13h30, estava marcado o vôo 5065 da Rio Sul, com destino a São Paulo. Os passageiros chegaram a embarcar, mas ficaram duas horas dentro da aeronave, à espera de uma chance de decolar. Às 15h30, finalmente, puderam voltar ao saguão. Segundo a companhia aérea, havia a informação que a qualquer momento o vôo poderia ser autorizado, e o comandante preferiu aguardar com os passageiros dentro do avião para não perder mais tempo, caso a decolagem fosse possível.
Para o dentista Nilton Massatoshi Akiyoshi, de Marialva (17 quilômetros a leste de Maringá), a tarde foi de angústia. ''Esta é a segunda vez que tento embarcar de volta para o Japão com minha filha. Há 10 dias fui impedido porque eu não havia sido avisado que precisava de autorização para ela. Estou correndo o risco de perder meu emprego lá'', contou Akiyoshi, enquanto aguardava com a filha Amanda, de seis anos. O vôo para Tóquio estava marcado para as 23h45 e até o final da tarde ele não sabia se conseguiria sair da cidade.
Transtorno parecido viveu Rosane Lorenzi, que também aguardava com o filho Marcos, de 14 anos, o embarque para São Paulo. De lá, seguiria para a Espanha e depois Itália, em uma viagem que deveria ter acontecido na véspera. ''Ontem (anteontem) o vôo foi remarcado sem aviso prévio. Cheguei aqui 30 minutos depois do vôo. Fui reembolsada e dormi em um hotel.'' Uma das preocupações de Rosane, que é de Tuneiras do Oeste (49 quilômetros a sudeste de Umuarama), era com a autorização para embarque do filho. O documento, assinado pelo pai, estava com data do dia 17.
A industrial Sueli de Souza Baptisaco, também com vôo marcado para Madri, revoltou-se com a falta de estrutura do aeroporto para enfrentar dias de chuva. ''De que adianta um aeroporto novo, bonito, se não funciona?'', disse, referindo-se à falta do ILS, equipamento que possibilita maior precisão de aproximação da aeronave com a pista.


