Maringá - A Prefeitura de Maringá vai notificar a Construtora Sanches Tripoloni, responsável pelas obras da pista do Aeroporto Regional, para exigir a reforma de um trecho de 660 metros. Se após o prazo de cinco dias a contar da próxima segunda-feira a construtora não se manifestar ou não iniciar as obras, a prefeitura vai executar o serviço e depois cobrar na Justiça. A execução deve ser feita de imediato para evitar a interdição do terminal pelo Ministério da Aeronáutica.
Segundo o chefe de gabinete, Alaércio Cardoso, as fissuras na pista e a deterioração do asfalto causam problemas durante a frenagem das aeronaves. ''Por questões de segurança, o Ministério da Aeronáutica exige a recuperação da pista'', diz Cardoso.
Ele afirma que o problema das fissuras seria uma consequência de terraplanagem mal feita no período de construção da pista, que no total tem 2.100 metros. Logo após a inauguração do aeroporto, em abril de 2001, as primeiras fissuras já apareceram, levando a prefeitura a acionar na Justiça os responsáveis pela obra.
Caso a construtora não inicie as reformas, a prefeitura vai executar o serviço durante o período de carnaval, quando o fluxo de passageiros é menor. A previsão, em caso de tempo bom, é de cinco dias de fechamento do terminal. Quem precisar de transporte aéreo terá que recorrer ao aeroporto de Londrina.
A interdição deve ocorrer da manhã do dia 21 até a noite do dia 24 de fevereiro. A reforma está orçada em R$ 250 mil. O Aeroporto Regional de Maringá custou R$ 22,4 milhões. A Folha procurou a direção da Sanches Tripoloni, mas até o final da tarde de ontem, ninguém se manifestou sobre o assunto.

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