A partir da próxima terça-feira o aeroporto de Maringá recebe pela primeira vez uma linha regular operada por jatos, o ERJ-145, da Embraer, que vai servir quatro vôos diários para São Paulo e Curitiba pela Rio Sul. Atualmente, todas as linhas comerciais que operam em Maringá utilizam aeronaves de menor potência, como o Brasília e o Fokker 50.
A implantação de uma linha servida por jatos deve atender à demanda de toda a região. O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Maringá (Ipplam) fez uma avaliação e constatou a preferência dos executivos em utilizar jatos para viagens de médio e longo percursos. Segundo o presidente do Ipplan, Nildo Ribeiro da Rocha, os empresários chegam a se deslocar para outras cidades, principalmente Londrina, para viajar em jatos. O Ipplam constatou ainda que existe uma demanda na região por vôos que fazem ligações com cidades importantes do Mato Grosso do Sul.
A próxima proposta da prefeitura será de convencer as empresas que já atuam na cidade em implantar linhas regulares para o estado vizinho. Para colocar em operação os jatos da Rio Sul, a prefeitura também promoveu investimentos no aeroporto.
O primeiro passo foram os testes de pavimento, que comprovaram a resistência da pista para operar com jatos do modelo da Embraer. A prefeitura instalou novos equipamentos de segurança e um sistema de geradores para garantir a operação do aeroporto mesmo com a falta de energia elétrica. Apenas com os geradores foi gasto mais de R$ 70 mil.
Todos os equipamentos, segundo Rocha, serão levados para o novo aeroporto, que está em construção. No ano passado, o aeroporto de Maringá registrou quase 8 mil embarques e desembarques. A expectativa da empresa e da prefeitura é que com o novo equipamento a demanda cresça em torno de 20%.
O jato ERJ-145 fabricado pela Embraer tem capacidade para 50 passageiros, operando a 37 mil pés, ou 11 mil metros, o que garante maior comodidade. O modelo está sendo exportado para os Estados Unidos, um dos países mais exigentes em conforto e segurança de vôo.

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