Aeroporto de Maringá poderá ser administrado por ingleses
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O novo aeroporto de Maringá, que deve entrar em operação apenas no próximo ano, pode ser administrado pela empresa inglesa Wiggins. O prefeito eleito José Cláudio Pereira Neto (PT), esteve anteontem em Curitiba se reunindo com representantes do governo do Estado, tentando viabilizar a concessão dos serviços de administração do aeroporto à Wiggins. Diretores da empresa, que já atuam em vários aeroportos da Europa, estiveram em Maringá no final de agosto, gostaram das instalações e prometeram investimentos.
A proposta inclui a ampliação da pista em mais 600 metros e a instalação de equipamentos para operação de pouso e decolagem com maior segurança. Com a pista de 2,7 mil metros, a empresa quer transformar Maringá em um pólo de carga aérea. A proposta, disse na época o presidente da multinacional, Oliver Iny, é fazer de todo o Paraná uma área estratégica para o transporte de cargas dentro do Mercosul.
A assessoria do prefeito eleito informou que a intenção é mesmo de ceder a administração do aeroporto a terceiros, mas por enquanto não existe nada de concreto. Hoje o aeroporto, que está liberado apenas para operações visuais diurnas, é administrado pela SBMG Terminal Aéreos Maringá, criada pela prefeitura para executar o serviço. O responsável pela empresa, José Henrique de Camargo, disse que mesmo com a administração terceirizada, a SBMG deve ser mantida como órgão fiscalizador.
Ele adiantou ainda que o novo aeroporto já está totalmente pronto, aguardando apenas a homologação de um avião laboratório. Como o Ministério da Aeronáutica prioriza a vistoria em aeródromos que estão em operação por questão de segurança, ainda não existe uma data para este avião estar em Maringá, explicou. Camargo revela ainda que o novo aeroporto é servido inclusive por linhas de transporte coletivo. Faltam apenas os táxis e os aviões comerciais irem para lá, afirmou.


