Aeroporto de Maringá ainda não tem serviços
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quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Marta Medeiros<BR>De Maringá 
A administração do Aeroporto Regional de Maringá está correndo contra o tempo nas licitações de serviços de apoio, para colocar um fim nas reclamações dos usuários. Além disso, o novo terminal se prepara para garantir o processo de internacionalização e de terminal de cargas. Quatro meses depois de inaugurado, o aeroporto quase não tem estrutura de atendimento aos usuários. Faltam lanchonete, restaurante e revistaria.
Além de adequar os serviços de apoio, a administração viabiliza a presença do Ministério da Agricultura, Receita Federal e Polícia Federal, órgãos indispensáveis para o funcionamento da alfândega de cargas. A Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde já está instalada no terminal.
Por causa da ausência dos serviços de apoio, a administração enfrenta uma série de reclamações de passageiros revoltados com a falta de estrutura no local. Como a presença do passageiro no aeroporto é obrigatória uma hora antes do embarque, as pessoas ficam sem opções de lanche ou lazer.
Segundo o administrador do novo aeroporto, Rubens Abrão, o processo de licitação foi complicado e, em muitos casos, repetido até três vezes, porque os investidores não acreditavam no funcionamento do terminal. O excesso de ''falsas'' inaugurações e o número de passageiros foram os principais responsáveis pela falta de credibilidade.
Abrão afirma que agora o novo aeroporto tem condições de oferecer atrativos aos investidores, apesar do preço de locação - R$ 50,00 o metro quadrado pela tabela da Infraero - ser considerado alto. Um dos atrativos é o número de passageiros, que no mês de julho fechou em 6,2 mil embarques. ''Existe demanda para serviços e agora podemos mostrar isso'', diz o administrador.
Para Abrão, o terminal de cargas internacional também vai ser responsável por um impacto positivo na economia da região. São 15 espaços, sendo que cinco foram locados. Segundo o administrador, objetivo é chamar a atenção de produtores de hortifrutigranjeiros para exportação e de indústrias de outras regiões do Estado que hoje utilizam o Aeroporto de Viracopos, de Campinas (SP).


