Maigue Gueths
De Curitiba
O superintendente da Infraero, João Roberto de Paula, garantiu ontem que os dois novos equipamentos que irão melhorar o índice de pousos e decolagens no Aeroporto Internacional Afonso Pena estarão funcionando no próximo inverno, período em que há mais cancelamentos de vôos em função da pouca visibilidade. A previsão inicial era de que os equipamentos estariam em operação no final do ano passado, mas desde aquela época apenas um dos instrumentos está em fase de testes, enquanto o outro só será entregue ao aeroporto dentro de dois a três meses.
Ainda neste mês, o Departamento de Aviação Comercial (DAC) deve homologar o novo Sistema de Luzes de Aproximação, ALS3 (Aprouch Light Sistem), que está funcionando em fase de testes. O ALS3 consiste em antenas que emitem flashes de luz ao longo da cabeceira e espécies de lanternas no eixo da pista, que auxiliam a visibilidade. Após a homologação, o ALS começa a funcionar oficialmente.
‘‘Até agora os resultados têm sido muito bons. Técnicos da Bélgica já estiveram aqui para aferir o ALS3 e os pilotos acharam que as condições melhoraram bastante’’, diz o superintendente. Ele acredita que com o novo Sistema de Pouso por Instrumentos 2, o ILS2 (Instrument Landing Sistem), que deve ser instalado no máximo em três meses, o índice de não-operacionalidade do terminal reduzirá em até 80%. Com isso, o número de vôos cancelados por ano, que em 99 chegou a 408, cairia para 80.
O ILS é um sistema de apoio ao pouso, através de rádio, que emite sinais eletrônicos do solo, avisando o piloto sobre as coordenadas verticais e horizontais. Atualmente o aeroporto tem o ILS1, que recebe mensagens do solo e avista a pista a até 1,2 mil a 800 metros, com teto de 60 metros. Já o ILS2 consegue receber os sinais e avistar a pista horizontalmente a até 600 a 400 metros, com 30 metros de teto (vertical).
Fechamentos Em 97, o Aeroporto Internacional Afondo Pena, situado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, fechou 81 dias, num total de 341 horas, tendo que cancelar 243 de seus 44.444 vôos previstos. Em 98 a situação melhorou um pouco. O aeroporto fechou 89 dias, num total de 420 horas, mas num total de 62.610 vôos, cerca de 50% a mais que em 97, cancelando praticamente o mesmo número de vôos, 244. Já no ano passado, o índice de não-operacionalidade do terminal aumentou em relação a 98. O aeroporto teve quase o mesmo número de vôos, 62.718, mas 408 tiveram que ser cancelados. Ele ficou fechado 107 dias, num total de 453 horas.
Pelo número de vôos em cada ano, dá para ver que de 97 para 98 o número de passageiros que embarcaram ou desembarcaram no aeroporto chegou a crescer mais de 30%. Já em 99, o movimento cresceu apenas 0,7%. O Afonso Pena recebeu 2,05 milhões de passageiros, numa média de 5.629 pessoas por dia.

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