Aeronáutica aprova aeroporto
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terça-feira, 13 de março de 2001
Marcos ZanattaDe Maringá 
O Comando da Aeronáutica oficializou ontem a homologação do novo aeroporto de Maringá, que pode entrar em operação nos próximos 30 dias. Ontem técnicos das secretarias de Transporte e de Indústria, Comércio e Turismo, verificaram as condições de infra-estrutura do aeródromo, solicitado pelo comando. Hoje mesmo vamos enviar as informações via fax para agilizar todo o processo, afirmou ontem à Folha a secretária de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá, Rosa Izeli.
Além dos aspectos técnicos, como metragem de cada setor, o Comando da Aeronáutica quer saber que tipo de serviço o aeroporto vai oferecer. As informações, explica Rosa, servem para definir a classificação do aeroporto e definir os valores a serem cobrados, como taxa de embarque e de operação de aeronaves. As exigências são muitas, mas acho que estamos cumprindo todas dentro dos prazos possíveis, lembra.
As instalações, de acordo com a secretária, estão dentro do padrão exigido pelas autoridades. O terminal de passageiros, com 4 mil metros de área é um dos mais modernos do País. O setor de cargas, inexistente no aeroporto atual, tem 2,5 mil metros quadrados. Para o setor de serviços as empresas já foram licitadas, e a prefeitura pode abrir novas vagas dependendo da demanda. São 18 lojas no térreo, incluindo as companhias aéreas e autolocadoras.
Será criado também um serviço especial de táxi, com veículos de luxo, mais novos e condutores treinados para atender aos usuários. A intenção é também incentivar a operação de novas empresas aéreas, com novos horários e destinos de vôos comerciais. Hoje apenas Rio Sul e Interbrasil fazem linhas regulares entre Maringá e São Paulo ou Curitiba. Rosa revela que o Aeroporto Gastão Vidigal, que fica na área urbana da cidade, tem uma média de 1,2 mil pousos e recebe 12 mil passageiros por mês.
O novo aeroporto de Maringá fica na PR-317, a seis quilômetros do centro da cidade. Antes mesmo de entrar em operação o prefeito José Cláudio (PT) tenta garantir recursos para ampliar a pista, que tem 1.500 metros de extensão. Com mais 600 metros, será possível atender aos grandes cargueiros, que hoje operam com capacidade limitada nos aeroportos do Paraná por falta de pista adequada.


