O novo aeroporto de Maringá será inaugurado em 16 de setembro, mas não foi definida ainda a data de desativação do Gastão Vidigal. Os pilotos privados e o Aeroclube de Maringá pretendem pedir a prorrogação da utilização do antigo aeroporto até o fim do ano. ‘‘Não temos como mudar para o novo aeroporto porque ele não tem estrutura para abrigar as aeronaves’’, diz Jonas Lourenço, diretor do aeroclube. Ele explica que sem hangares os aviões teriam que ficar no tempo, o que é inviável.
Uma das aeronaves de ensino é de ‘‘tela’’ e não poderia ficar exposta às condições do tempo sob o risco de comprometer a segurança de vôo. Outro agravante para os donos de aviões é que o local do novo aeroporto é propício a ventos fortes e tempestades. ‘‘Não podemos arriscar nosso patrimônio deixando os aviões expostos’’, diz Carlor Henrique Pinto. A administração do aeroporto de Maringá alega que é impossível manter as duas pistas em operação porque estão em áreas conflitantes.
O aeroclube e os pilotos, no entanto, não concordam com o argumento e estão solicitando um estudo a autoridades aeronáuticas para liberar a operação dos dois aeroportos. Outra questão não definida é a destinação da área onde está o Gastão Vidigal, de aproximadamente 20 alqueires, no meio da cidade.
O governador Jaime Lerner (PFL) já apresentou um projeto para transformar parte da área em parque. Alguns setores da prefeitura defendem o loteamento da área. Mas tudo depende da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, empresa que colonizou Maringá e que cedeu a área na condição de retomá-la quando o aeroporto fosse desativado. (M.Z.)

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