Aeroclube mudará para cidade vizinha
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quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Pelo menos 25 pilotos baseados no Aeroporto Gastão Vidigal, em Maringá, não se mudam para o novo aeroporto que será inaugurado dia 16 de setembro. Juntos eles formaram um condomínio e estão construindo um aeroporto no município de Presidente Castelo Branco (26 km a noroeste de Maringá). A Associação Pousada das Águias terá uma pista de 1.200 metros de extensão, 62,5 mil metros quadrados de área para estacionamento, taxiamento e hangares em um terreno de 10 alqueires doado pelo município.
Queremos atrair o desenvolvimento com um aeroporto que já começa com um número elevado de aviões operando, explica o prefeito Alvarino Facin (PFL). O prefeito acha que a estrutura vai atrair pilotos de toda a região que não querem operar no novo aeroporto de Maringá. Isso já está ocorrendo, confirma o presidente do consórcio, o piloto Paulo Sérgio Machado Soares. Ele revela que outros 10 pilotos e proprietários de aeronaves já demonstraram interesse em participar da associação.
O que levou os pilotos e donos de aviões a decidir por uma área exclusiva foi a necessidade de reduzir custos, evitar a burocracia e sair da dependência do setor público. O atual aeroporto de Maringá é o único do País onde piloto não entra na pista, reclama. Soares tem quatro aviões baseados no Gastão Vidigal, mas foi notificado por transitar no pátio interno do aeroporto. O diretor de patrimônio da associação, Carlos Henrique Pinto, revela que muitos pilotos de fora evitam pousar em Maringá por causa das exigências da administração do aeroporto.
Os pilotos querem também reduzir custos. Pinto calcula que gasta em torno de R$ 1 mil para manter e operar no Gastão Vidigal e acha que este valor vai para R$ 3 mil no novo aeroporto. Será um aeródromo de categoria superior, explica. Os sócios do condomínio não revelam quanto vão investir para montar o aeroporto, mas apostam em uma estrutura completa e enxuta. Segundo Jonas Lourenço, diretor social da entidade, a pista terá auxílio de rádio e contará com cobertura total no controle do tráfego aéreo.
A oficina de aviões de Londrina também deve instalar uma unidade no aeroporto. Será a primeira oficina de aviões da região de Maringá. Apesar de termos um número elevado de aviões na cidade, não existe uma oficina aqui, conta Pinto. O condomínio vai também administar as bombas de abastecimento. Com a oficina e o combustível, os pilotos esperam custear a administração da estrutura.
Lourenço lembra que sem os vôos comerciais, a aviação experimental e o Aeroclube terão mais tempo de espaço aéreo livre. Fomos premiados por ser o aeroclube que mais formou pilotos no Sul do País e queremos manter isso, disse. O Aeroclube de Maringá formou 16 pilotos em menos de um ano.
Os diretores do condomínio dizem ainda que o aeródromo de Castelo Branco vai cumprir todas as normas, e vai atuar como base para a aviação privada. Não estamos fugindo de fiscalização nem vamos permitir nada ilegal como se sugeriu quando apresentamos a idéia, desabafa Pinto. Nenhum aeroporto pode negar pouso para qualquer aparelho, mas todo piloto que descer na pista da associação terá que estar devidamente legalizado para prosseguir.


