Londrina ainda era uma ''menina'' quando o prefeito da época, Miguel Blasi, se uniu a outros moradores da cidade para fundar o Aeroclube, em 21 de janeiro de 1941. O primeiro teco-teco que veio para cá não teve vida longa: acabou caindo na Fazenda Coati, onde hoje se localiza o bairro Shangri-lá. Mas, desde então, 63 anos se passaram e mais de 4,2 mil pessoas ingressaram no clube.
O administrador do Aeroclube, Marco Túlio Tomasetti, conta que o clube surgiu na época da Segunda Guerra Mundial, quando Londrina era apenas um sertão. ''As viagens eram muito penosas, quando chovia chegava a demorar dias para ir até Maringá'', descreve.
Tomasetti diz ainda que o Brasil começava a se interiorizar através do avião, saindo do Litoral, incentivado por Assis Chateaubriand, que era diretor dos Diários Associados e patrocinava uma campanha pelo progresso da aviação.
Hoje o Aeroclube de Londrina oferece diversos cursos na área da aviação civil e já formou vários pilotos, muitos deles atuando em vôos internacionais. Além dos homens, algumas mulheres tiraram seus brevês e atualmente trabalham como pilotos. Entre elas está Daniela de Lima Rodrigues, 26 anos, que já pilota profissionalmente há cinco anos.
Ela conta que chegou a perder emprego pelo fato de ser do sexo feminino, mas recorda alguns momentos em que os passageiros demostraram admiração pela sua profissão. ''Teve uma vez que eu estava trabalhando em Brasília e era um vôo individual. Quando a mulher entrou e me viu, começou a conversar e dizer que achava o máximo eu ser piloto'', conta. Para ela, a liberdade e o momento da decolagem são simplesmente ''maravilhosos''. ''Não tem rotina, às vezes estou em casa à tarde e, de repente, às 5 da manhã estou voando''.

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