Fundado em 21 de janeiro de 1941, o Aeroclube de Londrina é hoje uma referência nacional no ensino de aviação. Para os profissionais que atuam no clube, a fama é consequência do profissionalismo e do rigor de quem ensina alunos do Brasil inteiro a voar. E da propaganda boca-a-boca que faz quem conclui o curso e se habilita a pilotar.
''A melhor propaganda que existe é a de quem já passou pelo aeroclube. Nossos alunos são nosso melhor marketing'', afirma o coordenador de ensino Maurício Lolata. De acordo com integrantes, alguns fatos exemplificam bem o reconhecimento recebido atualmente pelo aeroclube.
Recentemente, três aviões foram cedidos em comodato ao aeroclube pela Força Aérea para uso em instrução, depois de inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil. ''A cessão das aeronaves é resultado do reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela instituição'', destaca o coronel da reserva da Aeronáutica Humberto Sérgio Cavalcante Marcolino, diretor de segurança de vôo da entidade.
Outro exemplo do reconhecimento é a procura por alunos das mais diferentes regiões do País, do Amazonas a Goiás, da Bahia ao Acre. É o caso de Luiz Carlos Mella, 23 anos, que veio do Mato Grosso para aprender a voar com os instrutores do Aeroclube de Londrina.
''Tem outros aeroclubes na minha região, mas vim para cá pelas referências em relação à qualidade de ensino'', declara o aluno, que termina o curso ainda este ano e pretende trabalhar como piloto agrícola.
Além das aulas práticas e teóricas, o aluno passa por avaliações constantes. O interessado pode escolher entre os cursos de piloto, comissário e mecânico. Hoje, são cerca de 90 alunos, dez aeronaves em condições de uso diário e dois simuladores de vôo.
Para se tornar piloto, é obrigatório ser aprovado nos testes teóricos e práticos. A conclusão do curso exige, no mínimo, 35 horas de vôo. ''O aluno tem que se dedicar, tanto na teoria quanto na prática. A meta é formar o aluno com a melhor qualidade e o menor número de horas de vôo possível. O curso é uma peneira, a conclusão depende muito da dedicação do aluno'', salienta o instrutor de vôo prático, Jefferson de Freitas Nasser.
O resultado do profissionalismo e do rigor quanto à segurança de vôo é o baixo índice de incidentes. O último foi quando uma aeronave rodou na pista, sem danos materiais, um ano e três meses atrás.
A localização do aeroclube também exige que a preocupação com a segurança seja primordial. Como fica ao lado do aeroporto, nenhuma aeronave decola do clube sem um plano de vôo definido. O que é importante, uma vez que o tráfego aéreo brasileiro é considerado de primeiro mundo, de acordo com os instrutores.

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