Imagem ilustrativa da imagem AEDES AEGYPTI - Índice de infestação cai em Londrina



Na batalha para reduzir os casos de dengue, Londrina obteve uma vitória importante. Pela primeira vez desde 2013, a cidade apresentou índice de infestação predial abaixo do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que deve estar inferior a 1%. Foi o que apontou o resultado do 3º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) de 2016, que apontou uma queda para 0,3%. A divulgação aconteceu na sexta-feira (12).
Com isso, o município deixa o estado de alerta epidemiológico, decretado há seis meses por conta de acentuada elevação do número de casos da doença. Em comparação com o último levantamento, realizado nos meses de abril e maio, houve redução de 85%. Naquela época, o índice de infestação atingiu 2%. No primeiro LIRAa do ano, em janeiro, o número chegou à casa dos 8%. Em 2015, no período do terceiro levantamento, o resultado foi de 1,6%; 1,0% em 2014; e 1,1%, em 2013.
O secretário de Saúde de Londrina, Gilberto Martin, reforça que o fato de o índice ter caído consideravelmente e feito a cidade sair do estado de alerta epidemiológico em pouco, ou quase nada, deve mudar as estratégias do município e da população em relação ao combate ao mosquito transmissor. "Estamos numa situação de maior tranquilidade em relação ao risco de ocorrência da doença com a intensidade que ela estava acontecendo anteriormente. O fundamental é não baixar a guarda", pediu.
Martin atribui a queda na infestação à série de ações desenvolvidas pelo município nos últimos meses. O clima frio, e com poucas chuvas, também ajudou. Porém, por algumas vezes durante a coletiva de apresentação do LIRAa, o secretário apontou para a necessidade de se manter o cuidado redobrado. "Há muito tempo que Londrina não tinha esse índice. O grande desafio agora é manter. Temos que continuar firmes nas ações de combate ao mosquito", cobrou.
A terceira edição do LIRAa 2016 teve 9.449 imóveis vistoriados, e o maior índice de infestação foi encontrado na região central da cidade, com 0,78% dos imóveis com registro de focos. Logo na sequência aparecem as regiões oeste (0,28%), norte (0,27%), sul (0,25%), e leste (0,21%).

MEDO
Os números do LIRAa deixaram preocupado o borracheiro Jerri Adriano, principalmente no que diz respeito ao bairro onde mora, o Jardim Paris (zona norte). O local apresentou o segundo maior índice de infestação – 4,44% - atrás apenas do Jardim Quati (centro), que teve 33,33% dos imóveis com focos identificados. "Fico com medo, porque tenho crianças em casa", contou. No caso dele, o perigo mora dos dois lados, onde estão dois terrenos vazios – num deles está sendo construída uma casa. "Sempre aparecem muitos copinhos descartáveis e eu tiro todos. Agora vamos redobrar a atenção e cobrar os vizinhos também", prometeu.
Moradora do bairro há mais de 10 anos, Carla Ariadi Campos conta que está em alerta desde que um primo, que também mora no Paris, teve a doença, há alguns meses. "É uma doença perigosa, tem que tomar cuidado."

DENÚNCIAS
O secretário pediu a colaboração da população que vir cidadãos jogando lixo, restos de materiais de construção, entre outros objetos em fundos de vale, para que denunciem a situação. A população pode ligar para o telefone 0800-4001893, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, ou na Guarda Municipal pelo 153 e na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Em Londrina neste ano foram registradas 13.219 notificações, sendo 4.176 casos confirmados. Outras 6.385 ocorrências foram descartadas e 2.658 estão em andamento aguardando os resultados de exames de laboratório. (Leia mais na pág.2)

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