Advogados vão pedir liberdade para Sueli
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de novembro de 1996
Da Redação 
Segundo o advogado Antônio Amaral, o próximo passo da defesa de Maria Sueli Costa Moura será entrar, ainda hoje, com pedido de liberdade condicional na 1ª Vara Criminal, já que a cliente é ré primária e tem bons antecedentes. O advogado de Maria Sueli acrescenta que neste tipo de delito não está previsto o pagamento de fiança.
Se a réu permancer presa, existe um prazo de 82 dias para a formação de culpa da acusada. Neste caso, o juiz concede ou a sentença de pronúncia - onde seria feita a abertura do processo penal - ou a sentença de absolvição. No primeiro caso, ainda pode haver apelação.
Se a ré conseguir a liberdade provisória, não existe prazo e o caso vai parar na fila dos processos da Vara Penal, podendo se arrastar por vários anos.
Embora formada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria Sueli Costa Moura não exercia a profissão e apenas cuidava da casa.
Ela tem uma filha de 15 anos, para quem ligou ainda da 10ª Subdivisão Policial. A conversa foi dramática e Maria Sueli lamentava o fato e a maneira em que se encontrava naquele momento (algemada num banco de uma sala da delegacia).
Na mesma sala, enquanto a acusada esperava a chegada do delegado que conduziria o flagrante, estava a arma utilizada no crime, uma pistola semi-automática Taurus 635, com o carregador praticamente completo (menos as duas balas que foram atiradas no escritório de Moisés Godoy).
A arma é nova (parecia nunca ter sido usada) e, na bolsa da acusada, estava também o manual de instruções, o que pode indicar que ela foi comprada há pouco tempo. Tinha também uma outra cartela de munição fechada, com mais 10 balas.


