Nenhum dos advogados chamados pela Justiça aceitaram defender os réus Ricardo Wagner Bernardino, 25 anos, e Márcio Geraldo, 29 anos. Segundo o promotor da 3ª Vara Criminal de Londrina, Sérgio Correa de Siqueira, os advogados alegam que trata-se ‘‘de uma questão de foro íntimo’’. Ele são réus confessos de matarem no dia 4 de fevereiro a advogada Alexandra Greice Blanco Disseró.
O crime ocorreu no interior de um bar no centro da cidade, durante um tiroteio. A vítima estava sentada e ficou exposta na linha dos tiros. Para o promotor, Ricardo e Márcio, poderão pegar penas que variam entre 40 a 50 anos de prisão.
Sérgio Correa disse que durante toda a sua carreira nunca soube de um caso em que todos os advogados procurados, unanimemente, se recusaram a defender alguém. O promotor não quis revelar a quantidades profissionais procurados, apenas adiantou que foram muitos.
‘‘Resta-nos agora apelar para Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que nos indique um advogado para os acusados’’, disse o promotor, sem muita esperança de conseguir êxito. Ele enfatizou que nenhum profissional é obrigado a aceitar a causa.
Sérgio Correa chamou a atenção que em virtude dos réus não possuírem defesa, eles poderiam até ser postos em liberdade. ‘‘Isso somente não aconteceu ainda porque eles estão condenados por outros crimes e deverão permanecer presos por mais de cinco anos’’.
O promotor explicou que após a Justiça formalizar o processo com réu preso tem 82 dias de prazo para julgar. Este prazo está quase expirando e sem advogado de defesa o juiz não poderia julgar os dois acusados do crime. Assim sendo, eles ficariam livres por força da própria lei.
Os dois réus foram denunciados por latrocínio (assalto seguido de morte) e por roubos. Durante o assalto, além de matar a advogada, eles roubaram um veículo, dinheiro do caixa do bar e do filho do proprietário.

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