O advogado de Daiane Cristina Freire, Thiago Issao Nakagawa, comentou que os três casos "são situações idênticas aos olhos do leigo", mas que possuem "interpretações diferentes do poder judiciário". Para ele, o clamor popular pela fatalidade - como no caso de Ricardo Martins Moraes - não pode sustentar, por si só, uma prisão preventiva. Perguntado sobre sua cliente, Nakagawa respondeu que o fato dela estar solta, não significa que não tenha recebido sanções. "(A Daiane) está sob medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo, não se ausentar da comarca por mais de oito dias e a obrigatoriedade de estar presente em todos os autos, além do pagamento da fiança", completou.

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Sobre a decisão da Justiça de Cambé, o advogado Silvio Arcuri, que defende Moraes, afirmou que o fato, por ter acontecido em uma cidade de menor porte, pode ter causado um abalo maior à sociedade e que isso, no entendimento da Justiça, julgou necessário a prisão preventiva do seu cliente. "Na visão deles, uma decisão diferente poderia gerar um desprestígio ao judiciário. Foi uma postura bem enérgica, mas as vezes é a interpretação do juiz". Arcuri entendeu que a situação é "triste para todos os lados", mas que seu cliente não impõe risco à sociedade, nem é um "criminoso de carreira", por isso pedirá o habeas corpus.

A reportagem entrou em contato com o advogado de Luciana Vieira Siqueira, mas ele estava em viagem. (E.N)

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