Londrina
Quem votou na eleição da Associação dos Fissurados de Londrina (Afilon) e não era associado pode responder por crime de falsidade ideológica. A assessoria jurídica da chapa de oposição Pais e pacientes entra nesta semana com representação criminal contra todos que não tinham seus nomes na lista de eleitores da Afilon, mas acabaram votando. O advogado Antônio Amaral explicou que estas pessoas vão ter de comprovar na Justiça que são associados. A Afilon mantém o Centro de Atendimento a Portadores de Lesões Palatais - o Centrinho de Londrina.
O advogado Amaral conta que o voto dos que não estavam inscritos na lista de eleitores foi permitido pela atual presidente da Afilon e presidente da chapa situacionista Renascer, Sônia Machado. Na ocasião, diz, a chapa Pais e Pacientes conseguiu garantir que estes votos fossem coletados em uma urna separada. A chapa de oposição conseguiu a maioria dos votos na urna onde foram coletados os votos das pessoas listadas - 76 contra 25 da chapa Renascer. A vitória da situação ficou garantida na apuração da segunda urna, somando ao todo 127 votos contra 110 da chapa Pais e Mestres.
Na sexta-feira, a chapa Pais e Mestres conseguiu liminar suspendendo a posse da chapa eleita, que deveria acontecer na segunda. A juíza da 8ª Vara Cível, Cristiane Tereza Willy Ferrari, determinou que os associados da Afilon decidam em assembléia geral sobre a validade da eleição.

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