O advogado Carlos Alberto Paoliello tomou café da manhã com o empresário Ciro Frare ontem, em um hotel de Londrina. Da Argentina, por telefone, ele disse que recebeu com perplexidade a notícia da morte do amigo, conhecido dele há pelo menos 15 anos.
''Deixei-o lá (na Cipasa) exatamente às 7h50, depois de ele ter tomado um copo de leite comigo e conversado sobre uma suposta queda nas vendas'', comentou o advogado. De acordo com ele, em momento algum foram comentadas possíveis mudanças na diretoria. ''Ele nem citou o nome do Barbino'', garantiu.
Frare receberia a Comenda Ouro Verde, concedida pela Câmara de Vereadores de Londrina. A cerimônia de entrega havia sido previamente programada para ser realizado hoje, às 20 horas. Porém, segundo a assessoria de imprensa da Câmara, a sessão foi cancelada, no início da semana passada, por Barbino. Ele não teria apresentado motivos para o cancelamento.
O empresário teria sido protagonista de um episódio com o governador Roberto Requião (PMDB). Ele teria agredido Requião em 1994, em um hotel de Londrina. Um dos presentes na reunião com Requião relatou ontem à Folha que o empresário foi avisado que o governador estava em uma roda de amigos criticando-o. Ele disse ter ouvido apenas Frare gritando ''preste atenção no que você está falando aí''. Requião teria se virado mas sem ter tempo de reagir. (J.G. e L.P.)

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