Um advogado de 28 anos conheceu de perto a intrepidez e a despreocupação que tomam conta de quem atua na criminalidade em Londrina. E até por ironia, conforme relato de familiares da vítima, eles próprios admitem que a cidade está perigosa, que não pode ficar ''dando mole'' altas horas da noite ou durante a madrugada. O advogado permaneceu duas horas e meia como refém de dois assaltantes e testemunhou do banco de trás de seu carro cinco assaltos consecutivos. Os ladrões teriam comentado ainda que a cidade estaria desprotegida, com poucos policiais na rua.
A vítima foi abordada por volta das 22 horas de domingo, na esquina da Rua Santos com a Fernando de Noronha, no Centro da cidade. Dois homens, um deles armado e usando boné, desceram de uma Saveiro e renderam o advogado, que se preparava para entrar no carro. A vítima foi jogada no banco de trás. De acordo com a polícia, os assaltantes queriam testar a potência do carro e optaram em levar a vítima junto. ''Primeiro eles foram até Rolândia e depois até Ibiporã. O mais curioso é que eles trocavam de motorista a todo instante'', relatou o escrivão de plantão. Em nenhum momento os ladrões ameaçaram o advogado de morte. Um membro da família contou que ele estava calmo e tentou tranquilizar os assaltantes.
Segundo a polícia, durante o percurso, um dos ladrões teria falado para o advogado ''que agora ele iria ver como a gente assaltar''. O circuito de roubos, de acordo com o depoimento da vítima, começou no Jardim Lago do Parque e se prolongou até a Avenida Maringá, perto do Colégio Marista (Zona Oeste). Casal de namorados e mulheres foram os principais alvos.
O assaltantes liberaram a vítima duas horas e meia depois, na Avenida Faria Lima. O carro foi encontrado pela polícia pouco tempo mais tarde, no Jardim Versailles. Dentro estavam pelo menos três bolsas das vítimas.

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