Curitiba O advogado da jornalista Rosana Grein, Elias Mattar Assad, entrou ontem com pedido de revogação da prisão preventiva de sua cliente ao juiz da Central de Inquéritos. Rosana foi presa na última sexta-feira, suspeita de ter encomendado a morte do marido, o também jornalista Nilton Saciotti, no dia 17 de fevereiro, durante um sequestro-relâmpado. Um dos homens envolvidos na ação, Claudemir da Silva, 26 anos, preso também preso na sexta-feira, afirmou à polícia que Rosana teria oferecido R$ 10 mil pela morte de Saciotti.
Para Assad, Silva quer apenas amenizar sua pena, que seria de 20 a 30 anos por latrocínio, e por isso está fazendo acusação falsas contra sua cliente. ''Ela é tão vítima quanto o marido. O delegado até agora não exibiu nenhuma prova para a prisão dela além da palavra de um bandido'', argumentou. Rosana foi transferida da carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba, para o Complexo Médico Penal, em Piraquara, no sábado, depois de sofrer uma crise nervosa.
Saciotti e a mulher teriam sido sequestrados após saírem de sua residência por dois homens que estariam escondidos na caminhonete do casal. Os dois teriam sido levados até a BR-277 e, em uma estrada secundária, um dos assaltantes disparou cinco tiros contra a cabeça do jornalista que, no entanto, não acertaram nenhuma área vital. Rosana disse, em seu depoimento, que teria conseguido fugir dos assaltantes depois dos disparos. Saciotti continua internado mas passa bem.
O delegado da Furtos e Roubos de Veículos, Hamíltom Cordeiro da Paz Júnior, preferiu não comentar o assunto e disse que dará hoje, em entrevista coletiva, todos os esclarecimentos do caso. Segundo o policial, o segundo envolvido no sequestro um adolescente foi identificado e deve ser preso em breve.

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