Leópolis Os advogados da fábrica de baterias em Leópolis (35 km ao norte de Cornélio Procópio), suspeita de estar contaminando moradores com chumbo, devem entrar até amanhã com um recurso contra o fechamento da empresa. Um decreto da prefeitura cassou o alvará de funcionamento da fábrica, que foi fechada na última segunda-feira. Segundo o advogado da empresa, Alexandre Guimarães, o processo está sendo avaliado. ''É uma ação que precisa de muita cautela, por se tratar de meio ambiente'', alegou.
No recurso, Guimarães vai solicitar a contraprova nos exames realizados pelo Hospital Universitário (HU) de Londrina, que teriam acusado índice de contaminação por chumbo no sangue de 15 dos 30 exames. ''Além dessa contraprova, vamos solicitar outros exames de moradores para demonstrar que não existe contaminação na cidade e que os índices de contaminação estão abaixo do permitido'', afirmou o advogado.
O dono da empresa, Carlos Roberto Bucko, que também é vereador na cidade, conversou ontem com a reportagem e disse que ficou surpreso com o alvará da prefeitura que determinou o fechamento da fábrica. ''Estão colocando em risco a capacidade dos órgãos responsáveis pelo controle da empresa, como o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), por exemplo.''
O vereador afirma que cerca de 40 famílias (de funcionários fixos e terceirizados) estão sendo prejudicadas com o fechamento da empresa. ''São pessoas que dependem diretamente do serviço e que podem ficar desamparadas se a fábrica não reabrir'', ressaltou.
Bucko argumentou que o resultado dos exames realizados no HU são ''apenas parâmetros'' e que não existem índices que determinam a contaminação pelo chumbo. ''Vamos recorrer e tentar reabrir a fábrica''.
O chefe regional do IAP de Cornélio Procópio, José Mariano de Macedo, informou que o último relatório apresentado em maio ou junho (ele não soube precisar a data) pela fábrica apresentava índices considerados normais.
Os relatórios são apresentados a cada seis meses e trazem amostragem feita na medição de partícula total que estabelece a concentração máxima de 50 ml normal/m3 e concentração de chumbo máxima de 5 ml normal/m3. ''O relatório está com índice dentro do parâmetro permitido''.
O chefe do IAP informou que faz visitas à fábrica, assim como outros funcionários do Instituto. ''A fiscalização não tem um período determinado. Pode ser feita por mim ou por outro funcionários quando acontece algum tipo de alteração no funcionamento da empresa, como emissão de fumaça fora do normal ou a disposição de resíduos sólidos, destinados para um aterro terceirizado.''

mockup