Advogado reclama de caução exigida pela Comurb
Áureo Nogueira
A Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb) cobra caução de R$ 500,00 para carga e descarga no Calçadão. Mas essa exigência é ilegal. A reclamação é do advogado Leandro Toledo Volpato, que esteve ontem na Redação da Folha, acompanhado do seu colega Denilson de Oliveira Silva.
A companhia fez a exigência, mas depois que nos apresentamos como advogados e alegamos ilegalidade na exigência, acabou concedendo a autorização sem a caução, disse Leandro. Somos advogados e conhecemos nossos direitos. Mas decidimos vir à Folha porque entendemos que não seria razoável resolver nosso problema e nada fazer em benefício de tantos cidadãos leigos que se obrigam a essa arbitrariedade da Comurb, emenda Denilson.
Leandro Volpato e Denilson de Oliveira Silva entendem que a caução não é exigível. Se alguém provoca danos, tem a obrigação de repará-los. Mas a administração deve utilizar dos meios legais disponíveis para isso e não coagir o cidadão antecipadamente, completa Denilson.
A diretora de Operações da Comurb, Lúcia Brandão, disse que a autorização foi concedida sem a exigência da caução porque ocorreu um equívoco no trâmite do pedido e não porque são advogados. Somente depois de alguma discussão, percebemos que iriam utilizar uma caminhonete e não um caminhão. Como o veículo a ser usado está aquém da capacidade de peso do Calçadão, concedemos a autorização sem exigir a caução, explicou a diretora de Operações da companhia.
Lúcia Brandão enfatizou que nos casos em que há evidente risco de danos ao Calçadão, a companhia cobra a caução. De todos, advogados ou não, disse a diretora de Operações da Comurb, anunciando que vai acabar com a polêmica colocando à disposição uma carriola. Assim, o transporte de móveis poderá ser feito até uma das ruas que cruzam o Calçadão.





