Advogado quer promotor no inquérito da doméstica
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Paulo Ubiratan 
O coordenador-jurídico do Centro de Direitos Humanos de Londrina, Josinaldo da Silva Veiga, vai solicitar ao Procurador do Estado que nomeie um promotor de Justiça para acompanhar o inquérito policial que apura a morte da empregada doméstica Iracema Henrique, 36 anos. Ela foi encontrada morta na última quinta-feira, no apartamento de seus patrões, no 7º andar do Edifício Costa do Marfim (área central).
Com mais um profissional trabalhando no caso, ele estará ajudando a polícia, que não possui condições técnicas para elucidar o caso. Isso deve ser feito com mais rapidez para que as provas não sejam destruídas, afirmou Josinaldo.
A polícia trabalha com duas hipóteses: a de que a doméstica teria sido assassinada ou então morrido de forma natural. Existe a expectativa em relação aos laudos do local da morte e da necrópsia, que ainda não chegaram ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal.
Ontem à tarde, o advogado esteve pela segunda vez na 10ª Subdivisão Policial para conferir o andamento do inquérito. Anteontem, ele havia sido informado pelo delegado responsável pelo caso, Edmo Ermenegildo, que o inquérito estava trancado na mesa do escrivão. O advogado disse ter ficado surpreso ao saber que, somente naquele dia (anteontem), o processo havia sido aberto. Até ontem, as páginas dos autos não haviam sido numeradas.
Também chamou a atenção de Josinaldo o fato de o patrão da doméstica, Olavo Mazão, ainda não ter sido ouvido pela polícia. Olavo teria sofrido uma queda e encontra-se sem condições de ir até a polícia. Estas pequenas questões que ainda não foram providenciadas podem criar sérios problemas para as investigações. Sabemos que não foram providenciadas porque o delegado está cheio de serviço. Estes contratempos nos dá subsídios suficientes para pedirmos a ajuda de um promotor, garantiu Josinaldo.


