Josoé de CarvalhoPropostaLuis Carlos Munhoz, no terreno onde funcionaria a Prisão Provisória: ‘Solução é mais rápida’O advogado e ex-presidente do Conselho Municipal de Segurança, Luis Carlos Munhoz, está propondo que se conclua a obra da Prisão Provisória, que fica ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina, jardim Acapulco (zona sul).
Segundo Munhoz, os muros da prisão já estão erguidos, existe o projeto e a verba para sua finalização está incluída no orçamento do Estado desde 1995. ‘‘Não consigo entender essa obra parada e o fato de que não se priorize a sua continuação. A obra do minipresídio poderia ser concluída mais rapidamente - até o final do ano - e com menor custo do que a Cadeia Pública de que se fala tanto.’’
A proposta do atual secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, é construir a Cadeia na gleba Três Bocas (zona sul) sobre um terreno doado por particular. A verba de R$ 1,4 milhão já foi obtida, faltando ainda o projeto e depois a licitação para começar a obra.
O advogado garante que, devido à burocracia e aos próprios entraves do Governo, a obra da Cadeia Pública não ficará pronta antes de dois anos. ‘‘Uma parte da verba para a Cadeia Pública pode ser alocada para o Prisão Provisória. Com isso vamos ter uma solução mais rápida para os problemas de superlotação nos distritos policiais’’, disse Munhoz.
A Prisão Provisória está projetada para receber 96 presos, com a possibilidade de ser ampliada para 120 presos. Para levantar os muros foram gastos por volta de R$ 200 mil. Munhoz acredita que, com a conclusão da Prisão Provisória, essa verba não seria jogada fora.
O juiz da Vara de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios, Roberto Ferreira do Valle, achou viável e apoiou a idéia de Munhoz. ‘‘A situação dos presos na cidade é calamitosa, exige criatividade e boa vontade para resolvermos o problema o mais rápido possível’’, afirmou o juiz Ferreira do Valle. Ele também concorda quando Munhoz afirma que a Cadeia Pública vai demorar mais de dois anos para ser concluída. Ferreira do Valle enfatizou que a situação dos DPs está insuportável, e que em breve não será mais possível resolvê-la com soluções paliativas. Há uma semana, o juiz mandou interditar o 5º DP, e transferir os presos para a Colônia Penal Agrícola, a Prisão Provisória do Ahu (ambas de Curitiba) e os outros três distritos locais. Ele deu prazo de 15 dias para que a Secretaria de Segurança inicie a reforma do 5º DP, sob pena de também interditar os outros DPs.

mockup