Advogado pedirá substituição de promotor
Advogado pedirá substituição de promotor
O advogado londrinense Adolfo Luis de Souza Gois, que está defendendo o mecânico Antonio Marcos Caetano, informou que vai protocolar na segunda-feira uma reclamação junto ao Conselho Superior do Ministério Público, em Curitiba, pedindo providências e a designação de outro promotor para o caso que envolve a AMA. Gois argumenta que Bruno Galatti adotou uma conduta ilegal durante o depoimento de Caetano, na última terça-feira.
Meu cliente foi vítima de tortura mental, coações e constrangimentos, disse o advogado, referindo-se ao fato de parte do depoimento do mecânico ter sido prestada fora da sala do promotor, próximo ao estacionamento do Fórum e a alguns metros da beira do Lago Igapó. Não estou contestando o direito do Ministério Público fazer uma investigação, mas o que o promotor não pode é adotar uma conduta ilegal, levando a testemunha para fora do Ministério Público. Ele chegou a permitir que Antonio o revistasse, diante do medo demonstrado por meu cliente.
Gois disse que protocolou, na quarta-feira, pedido para que, se o mecânico for intimado novamente, que o seja nos termos da lei, com depoimento colhido nas salas do Fórum. De acordo com o advogado, Galatti tentou, durante todo o depoimento, fazer com que Antonio Caetano assinasse uma confissão onde estivesse claro o envolvimento de autoridades no caso.
Segundo Adolfo Gois, Caetano foi convidado a depor como testemunha e acabou se transformando em acusado. Meu cliente e sua família estão sofrendo um martírio. O mecânico afirmou à imprensa que construiu todas as lixeiras no prazo de um mês e as entregou, mas não tem como saber se foram instaladas ou não. Sou um empresário pequeno. Eles estão tentando pegar um pobre coitado para alguma coisa que eu não sei o que é.
O promotor Bruno Galatti negou as acusações e divulgou fita gravada durante o depoimento de Caetano, na terça-feira, mostrando, inclusive, que é o próprio mecânico que pede para sair do Fórum (leia trechos transcritos ao lado). Os promotores Galatti e Claudio Esteves ressaltaram que todas as investigações vinham sendo mantidas em sigilo pelo Ministério Público, e só foram divulgadas porque a iniciativa partiu do próprio Antonio Marcos Caetano e seu advogado, ao convidarem a imprensa para uma entrevista, na manhã de ontem. (S. L.)





