Lino Ramos
De Londrina
O advogado André Luiz Salvador ingressou com pedido de relaxamento da prisão preventiva de Vagner Ribeiro Domingues, 23 anos, acusado de envolvimento no assalto à transportadora de valores Proforte, ocorrido no dia quatro de setembro, em Londrina.
Salvador tomou essa decisão depois que o juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Ribas, aceitou pedido de relaxamento de prisão do comerciante Osvaldo Cestário, acusado de dar apoio à quadrilha formada por 15 pessoas. O grupo roubou R$ 2,9 milhões, após sequestrar funcionários da empresa e seus familiares, inclusive mulheres e crianças. ‘‘Entrei com o pedido de relaxamento por excesso de prazo’’, justificou o advogado.
Segundo ele, a prisão preventiva pode ser decretada por 81 dias e Vagner Domingues está detido há mais de três meses. Salvador disse ainda que a Justiça tem provas que Cestário está mais envolvido que seu cliente. ‘‘Nenhuma testemunha reconheceu meu cliente, que foi preso por outro processo em Curitiba’’, disse André Salvador.
De acordo com o advogado, a confissão de Vagner Domingues teria surgido três dias após ele ser preso pelo delegado Eduardo Castelo, do Centro Operacional de Polícias Especiais (Cope) em Curitiba. ‘‘Tenho testemunhas que no dia do assalto ele vendia cachorro-quente na praia’’, garantiu o advogado.
O principal acusado pelo assalto à Proforte é Marcelo Moacir Borelli, de Cornélio Procópio, que está foragido. Seu braço direito seria Paulo Cezar dos Santos, detido na Prisão Provisória de Londrina (PPL) junto com Wagner Domingues.
A polícia identificou impressões digitais de Borelli no Santana usado pela quadrilha durante a fuga. O acusado foi preso em abril deste ano pela Polícia Federal e, um mês depois, fugiu da sede do Cope em Curitiba.

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