O advogado Walid Kauss protocolou junto à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, na última segunda-feira, um pedido de providência, com abertura de inquérito policial, para apurar responsabilidades pelo esvaziamento do Lago Igapó 2. A representação questiona o esvaziamento sem a apresentação anterior do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e a aprovação prévia de órgãos competentes, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ele acusa o município por crime contra o meio ambiente.

De acordo com Walid Kauss, a prefeitura errou ao esvaziar o lago para reformar o vertedouro sob a ponte da Avenida Higienópolis, sem pedir licença e realizar o Rima. Para o advogado, o ato praticado apresenta impactos ambientais profundos e, portanto, prefeitura e órgãos como Autarquia de Meio Ambiente (AMA) e Secretaria de Obras devem ser responsabilizados.

O secretário municipal de Obras, Aloísio de Freitas, explicou que a primeira etapa do novo projeto para o Igapó a reforma da ponte já possui autorização do IAP e da Promotoria do Meio Ambiente. ''Essa etapa já está em processo de licitação, que deve sair logo após o Natal. E a segunda etapa está sendo desenvolvida, com laudos e análises de vários orgãos. Assim que estiver pronto deveremos encaminhá-lo à promotoria'', explicou. Por causa da comemoração da emancipação política do Estado, ontem, a Folha não conseguiu contato com a promotora Luciana Lepri Moreira. O Fórum e demais órgãos estaduais permaneceram fechados durante todo dia.

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