Advogado pede fim de protestos
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sexta-feira, 20 de dezembro de 1996
Paulo Ubiratan 
O advogado João dos Santos Gomes Filho vai pedir a familiares da secretária Jaqueline Carneiro Lobo, morta pela dona-de-casa Maria Suely Costa, que não façam mais manifestações públicas contra a acusada de homicídio qualificado. Na terça-feira, quando Suely foi levada ao Fórum para depor, familiares e amigos de Jaqueline fizeram um protesto público no local. Gomes Filho atua na acusação da dona-de-casa.
Durante o tumulto, foram exibidos cartazes de acusação e a ré foi chamada de assassina. Na ocasião, os advogados de defesa Antônio Carlos Vianna e Antônio Amaral disseram à imprensa que os manifestantes faltaram com o decoro e desrespeitaram a Justiça. Os advogados pediram a prisão de Claudinei Cunha e Onildo Ferreira Cunha, avô e tio de Jaqueline, por suposta agressão a Suely. Os parentes negaram a agressão. O juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reys Junior, não acatou o pedido dos advogados. Maria Suely acabou não fazendo depoimento. Ela alegou estar sem condições emocionais.
O advogado Gomes Filho enfatizou que o seu pedido à familia deve-se apenas a questões éticas, mas não invalida a manifestação feita por eles no Fórum. Não precisamos pressionar a Justiça, pois a condução do processo está se desenvolvendo com muita capacitação e presteza jurídica. O que aconteceu foi uma manifestação legítima de dor, um desabafo da mãe, de parentes e de amigos que amavam Jaqueline.
A ré está em prisão especial no quartel do Corpo de Bombeiros (zona norte). Segundo os advogados de defesa, até segunda-feira eles entrarão com um habeas corpus no Tribunal de Justiça em Curitiba pedindo a liberdade provisória de Suely.


